Economia

JP Morgan rebaixa recomendação de ações brasileiras para neutra

Imagem mostra uma calculadora com um gráfico em formado de pizza e símbolos de dinheiro ao lado.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O banco de investimento JP Morgan rebaixou nesta terça-feira (11) a recomendação de investimento em ações brasileiras de overweight (acima da média, uma indicação de compra) para neutra. A mudança afeta o portfólio de papéis da América Latina e foi motivada por desaceleração econômica e deterioração do ciclo de crédito no país. As informações são da Reuters.

O mercado brasileiro reagiu negativamente ao rebaixamento. O Ibovespa fechou com queda forte de 2,5%, o pior resultado desde março. O dólar subiu quase 1% e encerrou o dia cotado a R$ 5,16. Investidores também acompanharam os desdobramentos das tarifas comerciais internacionais.

Banco aponta fim do ciclo de corte de juros

O relatório do JP Morgan lista quatro razões principais para o rebaixamento. A primeira é o fim do ciclo de afrouxamento monetário. O banco espera apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic em setembro, seguido de uma longa pausa até o segundo trimestre de 2027.

Outros motivos incluem desaceleração do crescimento econômico, piora no ciclo de crédito e aumento de volatilidade esperado com as eleições de outubro de 2026. O banco também reduziu o preço-alvo do Ibovespa para o fim de 2026 de 190 mil para 185 mil pontos.

Chile e Peru recebem notas melhores na região

Na América Latina, o JP Morgan manteve recomendação overweight para o Chile e aumentou a nota do Peru. O México teve nota neutra reiterada, enquanto a Colômbia recebeu classificação underweight, inferior à do Brasil. A Argentina ganhou nota construtiva em função das reformas econômicas do presidente Javier Milei.

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