Japão defende revisão para aumento de cotas no FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) foi equipado com diversas ferramentas como fortalecimento dos recursos financeiros e novas linhas para empréstimos e, desta forma, “as opções para a reforma do Fundo tornaram-se muito mais claras do que antes”, afirmou o ministro das Finanças do Japão, Kaoru Yosano, em discurso FMI durante o Encontro de Primavera do FMI, em Washington.

“No longo prazo, o aumento de cota será necessário para ampliar os recursos financeiros do FMI. Então, a consideração sobre a próxima revisão de cotas deveria ser iniciada cedo com o objetivo de completar a revisão até janeiro de 2011”, completou.

As ponderações foram feitas na noite de ontem (sábado), em discurso no Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês) do FMI, órgão que estabelece as estratégias do Fundo Monetário Internacional e é composto por 24 membros, que representam os 185 membros do FMI.

Yosano saudou o “progresso significativo” na direção do aumento dos recursos do FMI por meio de esforço “voluntário” dos países que integram o Fundo, “incluindo países das economias emergentes”. Em fevereiro, o Japão concluiu o acordo para emprestar recursos para o FMI e colocou US$ 100 bilhões disponíveis para o FMI, “se necessário”, reiterou hoje o ministro.

Apesar de sinais de melhora da confiança entre investidores e consumidores com relação à perspectiva econômica, o ministro japonês diz que é essencial que os governos de cada país continuem adotando medidas “sem complacência até que tenha sido assegurada a recuperação no funcionamento dos mercados financeiros mundiais e na atividade econômica”.

Os países implementaram medidas amplas, incluindo políticas fiscais e monetárias, citou o ministro japonês, acrescentando, porém, que a situação econômica mundial ainda é de “severa recessão”. “A instabilidade do sistema financeiro está se espalhando para a economia real, com deterioração substancial nos prospectos de crescimentos tanto das economias avançadas quanto das emergentes”, avaliou.

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