A primeira-dama Janja da Silva participou de quase 30 comícios pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre 16 de agosto e 3 de outubro de 2026, na reta final do primeiro turno. Sem cargo formal na campanha, ela atuou nos bastidores, participou de reuniões estratégicas e discursou com frequência nos atos, concentrando sua presença na defesa de pautas femininas e na aproximação com eleitores evangélicos. As informações são da Gazeta do Povo.

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Janja entrou em duas das principais controvérsias da reta final da campanha. Na disputa envolvendo Nossa Senhora Aparecida, publicou uma imagem de Lula com a santa e apareceu no Planalto usando uma medalha da padroeira. Semanas antes, havia declarado que Lula era o “verdadeiro ungido de Deus”. Depois da fala do presidente em Belém sobre mulheres aprenderem a “tomar toque desde pequenas” – que Lula explicou como referência a exames ginecológicos – ela chamou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) de “piá de b*sta” em Salvador e repetiu o ataque dois dias depois em Minas Gerais.

A primeira-dama despachou diretamente com o presidente do PT, Edinho Silva, e com o marqueteiro Raul Rabelo. Interferiu na organização dos atos e sugeriu levar a cantora Fafá de Belém ao lançamento da campanha em São Bernardo do Campo. Do total de 48 compromissos divulgados no período, sete foram relacionados diretamente às mulheres.

No lançamento da campanha, em 16 de agosto, Janja cantou ao lado do pastor Kleber Lucas o jingle “Tapete Vermelho”, produzido para apresentar Lula como “filho do Nordeste”. A música foi incorporada à estratégia petista de aproximação com o eleitorado evangélico. Os dois voltaram a cantar a música em um ato no Rio de Janeiro em 22 de agosto.

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Antes da campanha, Janja já acumulava exposição nas redes sociais por declarações polêmicas e gafes de português. Em 2024, disse “abrido” em um evento na Universidade Columbia e “cidadões globais” em Nova York. Também usou o termo “faraona” em uma fala sobre o Egito e pronunciou “inresponsável” em outra ocasião. Em uma entrevista de 2022, ao falar sobre uma fotografia em que aparecia ao lado de imagens de orixás, afirmou que aquilo também a representava.