O aumento de 1% no índice geral do grupo Alimentos no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em Curitiba e Região Metropolitana, não poupou a população daqui nem no despertar. Os itens mais comuns do café da manhã, como pão francês e café, dispararam em outubro.
A variação mensal do café ficou em 4,05% e, para aqueles que não abrem mão do açúcar na bebida, a alta veio acompanhada de mais um ajuste de 2,88% no subproduto da cana. Aliás, o açúcar também pesou sobre outro alimento básico do café da manhã, o pão francês que, pressionado pela alta do trigo (4,44%) e outros fatores, como o repasse do dissídio, tarifas de energia e outras taxas acumuladas no ano, subiu, em média, 1,85%.
“A alta do pão especificamente foi pulverizada, pois há estabelecimentos que repassam o aumento na época da negociação salarial e outro que deixam para o fim do ano, quando há mais dinheiro em circulação. De qualquer forma, não foi tão representativa a alta”, argumenta o presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria no Estado do Paraná (Sinpcep), Vilson Felipe Borgmann. No ano, o IPCA acumulado do pão está em 4,38%.
Essa diferença no mês em que cada panificadora realizou o repasse ainda não encerrou. A confeitaria Pote de Mel, no Centro, deve aumentar o preço do pão francês no final deste mês. Por enquanto, o quilo está em R$ 7. Já a Toque de Anjo, no bairro Novo Mundo, onde o quilo do pão francês está em R$ 4,50, e a Neuchatel, no bairro Batel, cujo quilo do produto está em R$ 6,90, planejam alterar os preços do produto somente em 2012.
Apesar de alguns insumos pressionarem o custo de produção das 4,2 mil panificadoras e confeitarias existentes no Paraná, o ano foi positivo para o setor. “Depois de um crescimento de 13% em 2010, devemos fechar 2011 com 10% de expansão nos negócios”, aponta. Segundo ele, o sucesso do setor está vinculado à ampliação do mix de produtos e serviços. “Os estabelecimentos estão direcionando o serviço para o conceito de Panificadora Gourmet, onde são servidos cafés da manhã e outras refeições, agregando valor aos produtos”, afirma Borgmann.
De acordo com o Sinpcep, o bom momento do setor é tão expressivo que, se houvesse mais cinco mil profissionais capacitados nas áreas de panificação, confeitaria e salgados, todos seriam aproveitados no Paraná. “A mão de obra está valorizada, tanto que o piso de ingresso ultrapassa R$ 800 e, dependendo do negócio e da qualificação do candidato, esse salário se multiplica”, destaca.


