Os empresários Leandro e Maurício Dias de Farias, de Londrina, construíram a Autonomoz após enfrentar três grandes crises que quase encerraram suas carreiras. A plataforma de mobilidade corporativa opera hoje em 14 estados e deve faturar R$ 15 milhões em 2026. As informações são da Gazeta do Povo.
A trajetória começou em 2001, quando os irmãos trancaram a faculdade de Administração para tentar a vida na Flórida. Leandro trabalhou como garçom, entregador e faxineiro em um restaurante. Os atentados de 11 de setembro mudaram o cenário econômico americano e os forçaram a voltar ao Brasil, onde passaram a empreender em marketing digital e transporte escolar.
Empresários recomeçaram do zero três vezes
O primeiro revés aconteceu em 2012, quando um contrato robusto de transporte para usinas do Rio Madeira, em Rondônia, foi cancelado sem aviso. Em 2015, após vencerem licitação para a usina de Itaocara, o projeto foi paralisado devido à crise do impeachment e aos desdobramentos da Operação Lava Jato. A equipe encolheu de 300 para 30 funcionários. Depois, tentaram gerir frotas para aplicativos de carona em São Paulo, mas recuaram quando grandes locadoras dominaram o nicho.
Plataforma surgiu para resolver problema logístico interno
A Autonomoz nasceu em 2017 como solução tecnológica para monitorar frotas. Ao fecharem 31 contratos com a Rumo Logística, os irmãos precisavam acompanhar operações em 67 cidades de seis estados. Criaram um centro de controle operacional digital que funciona 24 horas. O que era ferramenta interna da empresa de transportes deles, a Rhyno, ganhou independência. Hoje, a plataforma conecta quase mil motoristas parceiros e atende diversas empresas no Brasil.
Apesar do sucesso, os empresários mantêm cautela devido à instabilidade econômica e política. Eles destacam que as altas taxas de juros tornam a renda fixa mais atraente que o empreendedorismo. Para Maurício, o país sofre com políticas populistas que prejudicam quem produz. Diante desse cenário, planejam diversificar mercados e não descartam expandir operações para o exterior.
