Os irmãos Leandro e Maurício Dias de Farias, nascidos em Londrina, criaram a Autonomoz, uma plataforma de mobilidade corporativa que opera em 14 estados e deve faturar R$ 15 milhões em 2026, com crescimento de 18%. A trajetória dos empresários passou por três crises que os obrigaram a recomeçar do zero, mas a cada reinício voltaram maiores. As informações são da Gazeta do Povo.
Os dois se mudaram para a Flórida em 2001, mas voltaram ao Brasil meses depois por causa dos atentados de 11 de setembro, que mudaram o ambiente econômico nos Estados Unidos. De volta ao país, seguiram caminhos diferentes até se reencontrarem e iniciarem negócios em logística. Hoje, mais de mil famílias dependem das empresas que criaram, incluindo quase mil motoristas parceiros da Autonomoz.
Leandro abriu uma agência de marketing digital em Curitiba, trocando o carro comprado nos EUA por um notebook. Maurício foi para Cuiabá, onde começou com transporte escolar rural em 2005. A partir de 2008, assumiram contrato para transportar trabalhadores das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em Porto Velho, chegando a 4 mil pessoas por dia e 250 funcionários.
Em 2012, o contrato foi cancelado sem aviso prévio. Os irmãos recuperaram o cliente meses depois, mas em 2015 enfrentaram nova crise. Venceram licitação para a usina hidrelétrica Itaocara, entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, mas a obra nunca saiu do papel por causa da crise do impeachment e da Operação Lava-Jato. A empresa encolheu de 300 para 30 colaboradores.
Plataforma nasce para monitorar operação nacional
Em 2016, conseguiram 31 dos 32 contratos da Rumo Logística para transporte de colaboradores. A operação exigia atender 67 cidades em seis estados, o que levou os sócios a investir em tecnologia de monitoramento. Criaram a Autonomoz como centro de controle operacional 24 horas, inicialmente para sua própria empresa de transportes, a Rhyno.
A solução ganhou vida própria e se tornou um empreendimento de alcance nacional. A Autonomoz surgiu em 2017 e hoje opera com quase mil motoristas parceiros em 14 estados. Os empresários relatam que empreender no Brasil é muito difícil, mas consideram o negócio um propósito, não apenas trabalho.
Empresários avaliam diversificar para outros países
Os irmãos mantêm atenção a novos empreendimentos, mas com cautela diante do cenário brasileiro. Consideram que diversificar atividades e mercados pode aumentar a resiliência. Avaliam a possibilidade de explorar outros países, seguindo exemplo de empresas nacionais de grande porte que investem no exterior.
