O Irã tem demonstrado interesse em ampliar suas relações comerciais com o Brasil e acredita que o Paraná pode ser uma importante plataforma para que isto aconteça.

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Ontem, em Curitiba, integrantes da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), através do Centro Internacional de Negócios (CIN), participaram de um encontro com o embaixador da República Islâmica do Irã, Mohsen Shaterzadeh. Na ocasião, foram discutidas possibilidades de estreitamento de relações entre os dois países.

Anualmente, o Brasil exporta cerca de US$ 2 bilhões em produtos ao Irã. Entretanto, segundo Mohsen, esta capacidade pode ser ampliada para US$ 10 bilhões nos próximos cinco anos. Já o Irã exporta para o Brasil US$ 30 milhões.

“Brasil e Irã têm capacidade de intercâmbio em diversos setores. Além disso, estamos buscando parceiros para fechar contrato nas áreas de indústria petroquímica, gás, entre outras”, declara.

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No ano passado, o Paraná ficou entre os dez estados brasileiros que mais exportaram para a república islâmica: US$ 436.882.000,00, de acordo com o CIN. Os principais produtos paranaenses enviados para aquele país costumam ser o milho em grão, soja e óleo de soja, açúcar de cana, frango, máquinas e aparelhos mecânicos, papel, motores e acessórios de carrocerias para automóveis.

“O Paraná é um estado que se destaca no cenário atual brasileiro. Por isso, estamos interessados em aumentar nosso montante de relações internacionais com empresários paranaenses de diversos setores”, afirma o embaixador.

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Na opinião do coordenador do conselho temático do comércio exterior da Fiep e presidente da Federação das Associações Comerciais, Ardisson Naim Akel, o estreitamento de relações entre Brasil e Irã é bastante viável, resultando em benefícios aos dois países.

“Enquanto alguns países fazem restrições políticas em relação ao Irã, temos a oportunidade de estreitar relações. Os dois países têm vários pontos de convergência e grande potencial de negócios. Já estamos pensando em organizar uma missão comercial de empresários paranaenses ao Irã e nos preparando para receber empresários de lá”, diz.