Genebra – Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou no sábado, nos Estados Unidos, que a Petrobras continuaria atuando no Irã, apesar das pressões da Casa Branca, os diplomatas brasileiros em Teerã vêm recebendo elogios da parte das autoridades iranianas e comentários positivos em relação ao Brasil. Mas o governo teme que o País e a Petrobras possam ser usados como uma espécie de ?iscas? para que o Irã demonstre ao mundo e a outros investidores que, em meio a uma crise que enfrentam, não estão isolados.
Há poucas semanas, o governo iraniano já causou uma saia-justa à empresa brasileira ao declarar à imprensa local que a Petrobras estava fechando um acordo para investir mais de US$ 400 milhões no País.
A diplomacia brasileira interpretou a atitude como uma forma de mandar uma mensagem a outras empresas de que o país continua a receber investimentos. Isso porque várias delas, inclusive a Shell, foram pressionadas pela Casa Branca para desistir de suas idéias de ampliar seus investimentos. Não por acaso, o discurso de Lula de evitar interferências americanas nos negócios da Petrobras foi bem recebido em Teerã.


