Após o comportamento contido do desemprego em 2012, as expectativas para 2013 é que as taxas se mantenham estáveis e não caiam muito além do que se registrou no ano passado. Na avaliação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os trabalhadores, no entanto, podem conquistar um novo aumento no rendimento real em 2013. “A questão do (aumento do) rendimento pode se repetir sim. Há uma demanda em alta do mercado de trabalho, e quando isso acontece, em geral, os trabalhadores conseguem barganhar salários mais altos”, avaliou Carlos Henrique Corseuil, diretor-adjunto da Diretoria de Estudos Sociais do Ipea.

O pesquisador ressaltou que o mercado de trabalho, pelo menos nas regiões metropolitanas cobertas pela Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), continua com taxa de desemprego baixa e indicadores positivos. “Talvez isso se repita em 2013”, observou ele.

No entanto, é provável que não haja fôlego para um recuo abaixo do verificado no ano passado. Em dezembro de 2012, a taxa de desemprego ficou em 4,6%. “Melhorar eu já acho que seria mais difícil. Talvez a gente mantenha esse patamar de 2012”, disse Corseuil.

O economista apontou que a população ocupada manteve o crescimento no quarto trimestre de 2012, mas houve aumento de pessoas em busca de emprego, o que fez com que o ritmo de queda na taxa de desemprego diminuísse. “Há um movimento de elevação no quarto trimestre da taxa de atividade, pressionando a informalidade e a desocupação para cima”, notou Corseuil. “No quarto trimestre, a taxa de atividade descola e começa a apresentar valores bem mais altos do que em 2011”, acrescentou.

A taxa de atividade alcançou 57,8% em dezembro de 2012. No mesmo mês de 2011, a taxa tinha ficado em 56,7%. “Isso significa que havia mais gente disposta a entrar no mercado de trabalho em dezembro de 2012 do que em dezembro de 2011”, explicou.