O curitibano começou o ano com custo de vida superior à média nacional. De acordo com o IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) apresentou alta de 0,91% em Curitiba e região metropolitana, enquanto no País ficou em 0,68%. Com este desempenho, a Grande Curitiba registrou a quarta inflação mais alta entre as onze regiões pesquisadas pelo IBGE, atrás de Belém (1,32%), Fortaleza (1,26%) e Porto Alegre (0,98%). A taxa mais baixa foi verificada em Goiânia (0,29%).

Segundo o IBGE, a elevação de 0,22 ponto percentual no índice nacional – em relação a dezembro (0,46%) – foi influenciada pelos aumentos nas tarifas de energia elétrica em cinco regiões metropolitanas, entre elas a de Curitiba. A redução do desconto que vinha sendo concedido pela Copel representa alta de 14% nas tarifas. No período da pesquisa do IPCA-15, a elevação foi de 5,27%.

No País, os outros itens que contribuíram para o aumento do índice foram: gasolina (0,35%) e álcool combustível (2,17%), refletindo parte do reajuste de 8 de dezembro. Já o índice dos alimentos subiu de 0,24% para 0,62%, devido aos aumentos nos hortifrutigranjeiros, por problemas climáticos.

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários-mínimos. É calculado pela mesma metodologia do IPCA, mas sua coleta de preços é feita em um período diferente. Em janeiro, os preços para cálculo do IPCA-15 foram coletados entre 10 de dezembro de 2003 e 14 de janeiro de 2004, e comparados com os preços vigentes de 12 de novembro a 09 de dezembro de 2003.

IPC

Outro indicador de custo de vida, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), também apresentou aumento em Curitiba. Na segunda quadrissemana, referente aos últimos 30 dias encerrados no dia 15 de janeiro, o índice calculado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) fechou com variação positiva de 0,50%.

Os itens que mais influenciaram positivamente foram álcool combustível (10,68%) e gasolina (3,64%). A energia elétrica subiu 0,42%. Com pressão negativa, destaque para ingresso de jogo de futebol (-75,97%).