Foto: João de Noronha/O Estado

Redução no preço da energia ajudou a derrubar a inflação.

O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) registrou em julho queda de 0,25% em Curitiba – a segunda menor inflação do País -, resultado abaixo de junho, quando o índice permaneceu estável. Já em nível nacional, o IPCA-15 diminuiu o ritmo de deflação com a pressão menor dos combustíveis, e o índice passou de -0,15% em junho para -0,02% em julho. Com isso, o IPCA-15 acumula no ano alta de 1,68% e, nos 12 meses, 3,89%. Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em Curitiba, a redução na tarifa de energia elétrica (-4,19%) foi um importante fator que puxou a inflação para baixo; em nível nacional, a queda foi bem menor, de 0,19%. Outros grupos que registraram deflação em julho em Curitiba foram alimentos e bebidas (-0,68%), habitação (-0,67%), transportes (-0,84%), veículos próprios (-1,53%). Também os combustíveis tiveram redução no preço (-0,67%), resultado da queda de 5,09% no álcool combustível e aumento de 0,74% na gasolina.

Na outra ponta, entre os grupos que registram alta em julho, destaque para vestuário (0,45%), produtos farmacêuticos (0,32%), móveis e utensílios (0,98%).

País

Em nível nacional, a perda de fôlego do índice (de -0,15% em junho para -0,02% em julho) se deve, segundo o IBGE, à pressão menor exercida pelos combustíveis para baixo. O álcool combustível, por exemplo, deixou de cair tanto e influenciou o resultado. Embora tenha ficado 3,76% mais barato em julho, esse item havia caído 12,87% em junho. Também a gasolina caiu menos: recuo de 1,45% em junho contra queda de 0,40% em julho.

Os alimentos mantiveram a trajetória de queda, passando de 0,40% em junho para 0,44% em julho. De acordo com o IBGE, com grande oferta no mercado, diversos produtos ficaram mais baratos em julho, como o tomate, cujos preços chegaram a cair 24,81%; feijão carioca (-9,92%) e hortaliças (-7,69%).

Também foi registrada queda em artigos de limpeza (-0,35%) e automóveis novos (-0,52%). Artigos de vestuário (de 0,91% para 0,46%), gás de cozinha (de 1,36% para 0,96%) e remédios (de 0,52% para 0,13%) apresentaram recuo na taxa de crescimento na passagem de um mês para o outro.

As regiões metropolitanas de Goiânia (0,40%), onde houve elevação da taxa de água e esgoto e da gasolina, Fortaleza (0,31%), Belo Horizonte (0,13%), Recife (0,07%) e São Paulo (0,02%) não apresentaram deflação. Brasília, onde houve queda de 3,90% nos preços da gasolina e de 5,48% no álcool, foi a região que apresentou o mais baixo índice regional, com queda de 0,34%.

O IPCA-15 é apurado em Brasília, Goiânia e em nove regiões metropolitanas, com base nos gastos de famílias com renda de um a 40 salários mínimos. Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 13 de junho a 13 de julho e comparados aos vigentes de 16 de maio a 12 de junho.