Rio (AE) – O Indicador de Preços ao Consumidor Semanal (IPCS) registrou na semana até 7 de setembro a maior alta desde a primeira semana de maio. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o indicador subiu 0,35%, ante alta de 0,16% apurada na semana anterior. A taxa ficou acima do teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam um resultado entre 0,12% e 0,26%, e bem acima da mediana das expectativas (0,17%).

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Para o coordenador de índices de preços ao consumidor da FGV, André Braz, no entanto, a forte alta não indica aceleração dos índices de preços ao consumidor a curto prazo. Tanto que o núcleo do índice ficou em 0,19% enquanto o IPCS cheio registrou oscilação de 0,35%.

?Não há nada sinalizando pressão sobre os preços ao consumidor?, comentou Braz, e ele continua confiante de que a inflação prevista este ano ficará abaixo da meta fixada pelo Banco Central. O IPCS da FGV capta o movimento dos preços em sete capitais (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador Recife e Brasília) e é divulgado semanalmente.

O grupo Alimentação acelerou de uma alta de 0,70% na semana de 31 de agosto para 1,01% na semana de 7 de setembro. Nos demais grupos, as variações foram respectivamente as seguintes, nas semanas de 31 de agosto e 7 de setembro: Habitação (0,04% e 0,17%); Vestuário (-1,11% e -0,09%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,09% e 0,17%), Educação, Leitura e Recreação (0,10% e 0,01%), Transportes (0,07% e 0,12%) e Despesas Diversas (-0,10% e -0 11%).

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O técnico da FGV observou que os maiores aumentos do período de quatro semanas encerrado anteontem foi basicamente no grupo de alimentos (especialmente carnes bovinas, aves e ovos) e devido a reajustes de serviços de água e esgoto. Pelo acompanhamento da FGV, o grupo alimentação subiu 1,01% nas últimas quatro semanas.

Até a semana passada a alta estava em 0,70%. As carnes bovinas subiram 3,88% nas últimas quatro semanas (estava em 2,38%), enquanto as aves e ovos saíram de queda de 0,04% (na semana passada) para alta de 0,99% no período. Já as hortaliças e legumes, que registraram deflação de 5,58% na semana anterior, continuam em queda, mas com índice menor, com redução de 3,21% no período encerrado anteontem. Braz considera que esses movimentos são sazonais, devido a períodos de entressafra. ?São oscilações comuns em produtos agrícolas?, comentou.

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No grupo de vestuário a FGV detectou dois movimentos opostos. De um lado, puxando os preços para baixo, estão as promoções promovidas pelos lojistas. Em sentido contrário, há a renovação da nova coleção para as estações primavera/verão, com pressão de alta. ?Um movimento está compensando o outro?, segundo Braz, fazendo com que o grupo continue com deflação (0,09% nas últimas quatro semanas), enquanto na semana passada estava em 1,1% de queda.