O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu 0,43% na primeira prévia de junho, medida até ontem, após avançar 0,39% na leitura anterior do índice, apurada até 31 de maio, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo a fundação, dos sete grupos componentes do índice, quatro apresentaram taxas de inflação mais intensas, ou de deflação mais fraca, na passagem do dado fechado de maio do IPC-S para a primeira leitura de junho do indicador.

O fim da queda nos preços dos alimentos no varejo, de -0,30% para +0,04%, impulsionou a aceleração na taxa do IPC-S no período. Segundo a FGV, os preços dessa classe de despesa foram os que mais influenciaram no avanço do índice. No grupo, foram registradas quedas mais fracas e taxas de inflação mais fortes em frutas (de -8,34% para -7,21%), laticínios (de +4,5% para +5,27%) e aves e ovos (de -1,97% para -0,18%).

Outras três classes de despesa, entre as sete usadas para cálculo do IPC-S, apresentaram aceleração de preços, ou deflação mais fraca, no mesmo período. É o caso de Vestuário (de 0,52% para 0,59%); Educação, Leitura e Recreação (de zero para 0,09%); e Transportes (de -0,19% para -0,15%). Já as três classes de despesa restantes apresentaram desaceleração de preços. É o caso de Habitação (de 0,76% para 0,65%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,61% para 0,45%); e Despesas Diversas (de 4,04% para 3,27%).

Produtos

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, no âmbito da primeira prévia do IPC-S, a FGV informou que as mais significativas altas de preço no varejo foram apuradas em leite tipo longa vida (11,54%); cigarro (8,81%); e batata-inglesa (10,10%). Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em mamão papaia (-24,63%); manga (-18,84%); e alface (-9,69%).