Rio, ? A inflação no período de 27 de dezembro de 2003 a 26 de janeiro deste ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal(IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas, foi de 1,00%, superando em 0,20 ponto percentual o resultado da semana anterior, devido à continuidade das pressões exercidas pelos grupos de despesas Alimentação e Educação, responsáveis por 78% da elevação de preços observada no mês.
Os economistas da FGV destacaram que a exclusão dos impactos desses 2 grupos, na maioria de natureza sazonal, faria a inflação cair a 0,22%. No grupo Alimentação,que mostrou alta de 1,92% no período de 30 dias, a maior pressão permaneceu sendo registrada em Hortaliças e Legumes (10,77%) e Frutas(6,43%), destacando o tomate (que passou de 42,25% para 46,05%) e a manga (de 19,89% para 27,75%). Já o grupo Educação, Leitura e Recreação apresentou a maior taxa de variação entre os 7 grupos integrantes do IPC-S (2,89%), influenciado pelos Cursos Formais, cuja taxa evoluiu de 2,83% para 3,92%.
A pesquisa da FGV mostra que todas as 12 capitais pesquisadas tiveram aceleração de preços. A maior (0,55 ponto percentual) foi apurada em Salvador(BA), onde a inflação atingiu 1,41%. A taxa máxima, entretanto, da ordem de 1,46%, foi detectada em Recife(PE), enquanto a mínima, de 0,68%, registrou-se em São Paulo. O novo IPC-S, relativo ao mês até 2 de fevereiro, será divulgado pela FGV no próximo dia 9.


