O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) apresentou queda de 0,07% na terceira quadrissemana de setembro após cair 0,01% na leitura anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (25).

Das oito classes de despesas analisadas, quatro registraram desaceleração nessa medição: Educação, Leitura e Recreação (0,93% para 0,29%), Habitação (-0,14% para -0,27%), Transportes (0,74% para 0,58%) e Vestuário (0,27% para 0,26%).

Por outro lado, os grupos Alimentação (-0,87% para -0,72%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,25% para 0,30%), Despesas Diversas (0,03% para 0,12%) e Comunicação (-0,08% para -0,05%) tiveram aceleração nas taxas no período.

O grupo Educação, Leitura e Recreação teve a maior contribuição para o aumento da deflação do IPC-S da segunda para a terceira quadrissemana de setembro. A desaceleração de 0,93% para 0,29% teve como a influência principal de passagem aérea, cuja taxa passou de 28,48% para 9,03%.

Nos outros três grupos que tiveram alívio no período, a FGV citou a contribuição dos itens tarifa de eletricidade residencial (-1,00% para -2,03%) em Habitação; gasolina (3,28% para 2,66%) no segmento Transportes; e calçados (0,50% para 0,13%) em Vestuário.

Por outro lado, o item frutas (-1,60% para -0,44%) contribuiu para a redução da queda de Alimentação e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,50% para -0,19%) influenciaram o aumento de Saúde e Cuidados Pessoais. Além disso, o item cigarros (0,12% para 0,37%) foi o destaque para a elevação de Despesas Diversas, enquanto mensalidade para TV por assinatura (0,07% para 0,36%) contribuiu para reduzir o recuo de Comunicação.

Influências Individuais

Os principais destaques individuais de baixa do IPC-S da terceira quadrissemana de setembro foram tarifa de eletricidade residencial (-1,00% para -2,03%), tomate (mesmo com a deflação menor, de -25,29% para -20,97%), leite tipo longa vida (apesar da taxa maior, de -4,06% para -3,80%), batata-inglesa (-5,72% para -11,51%) e tarifa de ônibus urbano (-0,17% para -0,44%).

Já as maiores influências individuais de alta, segundo a FGV, foram gasolina (a despeito do alívio de 3,28% para 2,66%), plano e seguro de saúde (que manteve a taxa de 0,95%), passagem aérea (28,48% para 9,03%), taxa de água e esgoto residencial (apesar da desaceleração de 0,93% para 0,51%) e etanol (mesmo com a taxa menor, de 2,21% para 0,99%).