O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu 0,39% na semana até o dia 7 de junho, ante aumento de 0,25% apurado o indicador anterior, da semana até 31 de maio. A taxa de inflação anunciada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,20% e 0,44%.

De acordo com a FGV, a aceleração na taxa do indicador se deve pelo fim da deflação nos preços do grupo Alimentação (de -0,01% para 0,76%), entre o IPC-S de 31 de maio e o índice de 7 de junho. Das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice apenas duas registraram aceleração ou queda mais fraca de preços, no mesmo período. Além de Alimentação, é o caso de Educação, Leitura e Recreação (de -0,12% para -0,08%).

As outras classes apresentaram desaceleração ou queda mais intensa de preços. É o caso de Habitação (de 0,49% para 0,45%); Vestuário (de 0,36% para -0,05%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,71% para 0,60%); Transportes (de -0,04% para -0,21%); e Despesas Diversas (de 0,49% para 0,31%).

Ao analisar a movimentação de preços por produtos, no IPC-S até 7 de junho, a fundação informou que as altas mais expressivas foram apresentadas por leite tipo longa vida (10,02%), cebola (23,29%) e batata-inglesa (7,69%). Já as mais significativas quedas de preço foram registradas em tomate (-19,20%), beterraba (-21,20%); e laranja pêra (-7,76%).