Felipe Rosa
Nos últimos anos, valorização passou de 100%: área central tradicionalmente é uma das mais caras.

Imóvel sempre foi e continuará sendo um bom investimento. Quem garante é o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (Creci-PR), Admar Pucci Júnior. O ritmo de valorização dos imóveis não será o mesmo dos últimos anos, mas vai continuar crescendo acima do Produto Interno Bruto (PIB) nas próximas duas décadas. “Nos últimos anos, tivemos um aumento de mais de 100% no valor do metro quadrado. Este crescimento deve ser menor, mas deve crescer acima do PIB com certeza”, comenta.

No Paraná, nos últimos dez anos, o preço do metro quadrado aumentou 156%, contra 38% da inflação acumulada no mesmo período. O segmento imobiliário chegou a crescer 25% por ano. Nos tempos de valorização, são comuns os casos de quem compra um imóvel por um determinado preço e, um ano depois, já consegue perceber quanto o valor aumentou no mercado imobiliário. “Esta valorização depende do tipo de construção, do bairro e de outros fatores. Claro que existe uma estabilidade desta valorização, mas ainda apresenta um crescimento significativo. Mas não no mesmo volume de anos atrás”, salienta Pucci Júnior.

De acordo com ele, a acomodação no mercado deve fazer com que a valorização dos imóveis fique muito próxima dos índices de inflação. “O imóvel novo sempre é mais valorizado. Mas a tendência é de valorizar também o usado. É uma cadeia de compra e venda”, explica.

Longo prazo

Para Paulo Celles, vice-presidente administrativo do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), o mercado imobiliário tem momentos de menos ou de mais valorização. No Brasil, dificilmente ocorre desvalorização nos preços dos imóveis. Celles acredita que a disparada dos valores nos últimos cinco anos ocorreu pelo aumento na oferta de crédito. Com mais procura por imóveis, os preços subiram diante da demanda do mercado. “Para os próximos anos, o valor tende a ficar um a dois pontos percentuais acima da inflação. Mesmo assim, haverá valorização e continuará sendo um bom investimento a longo prazo”, avalia.

(Colaborou: Cahuê Miranda.)