A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento SEAB está desenvolvendo um projeto para estruturar a cadeia produtiva de caprinos e ovinos e melhorar a produção e qualidade genética do rebanho. “Queremos desmistificar a caprinocultura e ovinocultura”, esclarece o zootecnista José Antonio Garcia Baena.

Para a efetivação do projeto vão ser destinados cerca de R$ 7 milhões, durante os cinco primeiros anos. O foco são os pequenos produtores, pois eles representam 34% do total, e sua produção é para subsistência. “O fator positivo desse tipo de criação é o fato dela não necessitar de uma extensa área de pasto”, ressalta o vice-governador e secretário da agricultura, Orlando Pessuti, que vem acompanhando o desenvolvimento do programa.

A fase operacional do projeto consiste no trabalho de técnicos em diversas áreas como sanidade, reprodução e pesquisa. Também estão previstos eventos de degustações em diversas regiões do Paraná, com a finalidade de promover o consumo.

“O preço inibe a procura, pois o volume de oferta é baixo. Precisamos estimular o consumo para que o preço fique competitivo”, afirma Baena. Atualmente, o preço dessas carnes varia entre R$ 10 a R$ 15 o quilo. “Além disso, elas são altamente digestivas, possuem uma baixa concentração de gordura e colesterol, sendo mais saudáveis que a carne bovina”, complementa o zootecnista.

O Brasil conta com um rebanho de 14,65 milhões de ovinos. O Paraná representa 5% do rebanho nacional, com 500 mil cabeças. Guarapuava se destaca entre as cidades paranaenses com 65 mil ovinos. Já o número de caprinos no Estado, segundo dados apurados pelo Deral em 2003, é de aproximadamente 62 mil cabeças e os maiores plantéis ficam em Guarapuava, Pitanga e Prudentópolis.