Os investimentos diretos estrangeiros (IED) estão avançando e batendo recordes no País, mas não têm produzido todo o efeito benéfico potencial para a economia. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que apesar das vantagens diretas dos investimentos externos, têm havido pouca transferência de conhecimento e tecnologia das empresas multinacionais para a cadeia de fornecedores domésticos de cada setor.

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"O que se viu é que a maior presença de empresas transnacionais não produz um resultado automático de aumento de produtividade das empresas nacionais para a cadeia produtiva", diz a pesquisadora Marina Filgueiras Jorge, autora do estudo. O trabalho levou em conta cinco setores com forte presença estrangeira no País (elétrico, eletrônico, automóveis, farmacêutico e óleos vegetais), no período que vai de 1998 a 2003.

Na semana passada, o Banco Central (BC) divulgou que os investimentos estrangeiros no País somaram US$ 4,814 bilhões em janeiro. O valor equivale praticamente ao dobro do registrado no mesmo mês do ano anterior (US$ 2,422 bilhões) e foi o recorde para todos os meses de janeiro, segundo o BC. O valor superou as expectativas do BC e do mercado. Os valores acumulados do IED nos últimos 12 meses somam US$ 36,977 bilhões.

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