A Bolsa brasileira registrou saída líquida de R$ 8,4 bilhões em capital estrangeiro entre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o dia 3 de novembro, segundo dados da B3. O movimento de retirada começou ainda na quinta-feira anterior ao segundo turno, quando pesquisas indicavam redução na diferença entre os candidatos. As informações são da Gazeta do Povo.

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Considerando o período desde 22 de outubro, a fuga de recursos externos alcançou R$ 12,4 bilhões em oito pregões seguidos. Investidores institucionais também retiraram R$ 4,8 bilhões no mesmo intervalo, elevando a saída total para mais de R$ 17 bilhões. Analistas do BTG Pactual apontaram que as vendas iniciadas antes da votação se intensificaram após o resultado eleitoral.

Ibovespa despenca e circuit breaker é acionado

O principal índice da Bolsa acumulou perda de 18,3% entre 22 de outubro e 4 de novembro. Na segunda-feira seguinte ao pleito, o Ibovespa registrou queda de 13,88% em um único dia, a terceira maior baixa diária desde 2000. O circuit breaker foi acionado às 10h, suspendendo negociações por 30 minutos quando a projeção indicava recuo de 10,47%.

Após a reabertura, o índice chegou a cair mais de 17%, mas a B3 decidiu não interromper novamente o pregão. A avaliação foi de que a primeira pausa já havia amenizado o estresse do mercado. Foi o 24º acionamento do mecanismo desde 1997 e o primeiro desde a pandemia de Covid-19 em 2020.

Corretoras mudam estratégia e rebaixam recomendações

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A XP Investimentos alterou sua recomendação para a Bolsa brasileira de otimista para neutro no relatório de novembro. A corretora fixou valor justo do Ibovespa em 200 mil pontos para o fim de 2027, com potencial de alta de 19% que equivale ao retorno da renda fixa, eliminando o prêmio de risco das ações.

O modelo da XP identificou entrada em regime de inflação e juros em alta, o mais desafiador para ações brasileiras desde 2002. Nesse cenário, o retorno real médio anual do Ibovespa seria de -17,5%. Em outubro, o índice caiu 9,9% em reais e 14,3% em dólares, enquanto juros longos superaram 15,3% ao ano e o dólar avançou 7,1%. O Índice de Sentimento da corretora despencou de 100 para 18 pontos entre 9 e 29 de outubro.

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