O setor de produtos químicos de uso industrial planeja investimentos que somam US$ 5,4 bilhões no Brasil de 2015 a 2020, o que representa queda de 56,1% em relação às intenções de investimentos para o período entre 2014 e 2019, mostra levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Ou seja, as intenções de investimentos para um período de seis anos caíram para menos da metade.

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Do total de US$ 5,4 bilhões, US$ 5 bilhões referem-se a investimentos que se encontram em andamento, sendo que o montante de US$ 1,8 bilhão deve ser direcionado a ampliações efetivas de unidades produtivas e/ou novas capacidades e US$ 3,2 bilhões a investimentos diversos em manutenção, melhorias de processo, segurança, meio ambiente e troca de equipamentos.

O valor restante, de US$ 400 milhões, refere-se a projetos que se encontram em estudo e que, de acordo com a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Ferreira, só se realizarão com a solução de questões relacionadas a competitividade da indústria brasileira.

“Essa queda reflete o cenário adverso, tanto do ponto de vista econômico quanto com relação à imprevisibilidade política, que não fornece ao investidor a devida segurança para realização dos projetos”, opina Fátima Giovanna.

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“Infelizmente, as oportunidades de que o País dispõe, seja pelo mercado, seja pela importação ainda muita expressiva, seja pelo potencial de matérias-primas, tanto fósseis quanto daquelas derivadas da enorme vantagem comparativa que o Brasil possui em termos de renováveis, não estão sendo aproveitadas”, acrescenta.

Em nota à imprensa, a Abiquim expõe que, além das questões internas relacionadas à competitividade, a indústria química tem sofrido com a concorrência e com a pressão provenientes dos mercados externos, que operam com excedentes de produção e se interessam pelo Brasil especialmente pelo tamanho do seu mercado. Ainda de acordo com a associação, a agenda do setor contém medidas importantes que têm por objetivo aumentar o investimento fixo e reduzir custos com a aquisição de matérias-primas, entre outras questões.

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“Para que os investimentos retornem, é preciso que a indústria volte a produzir, nas atuais linhas, em condições de igualdade em relação aos principais competidores internacionais”, alerta a diretora da Abiquim.