INSS não consegue recuperar grana desviada

Brasília – Numa imensa lista de 9,2 mil benefícios pagos indevidamente – e bloqueados por uma força-tarefa do Ministério da Previdência -, um caso vem intrigando a Polícia Federal: o paradeiro de Jurandir Costa de Martins. Em junho, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar a prática de crime contra a União atribuída a Martins, que, de acordo com denúncia, embolsou de março de 1998 a maio 2002 um total de R$ 255.898,14. A quantia foi paga a título de pensão à sua mãe, Joaninha Costa de Martins, que já havia morrido em 2 de fevereiro de 1998, aos 92 anos.

O episódio escancara as dificuldades da Previdência para recuperar o dinheiro público que vai pelo ralo. Nas contas do ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, são R$ 5 bilhões por ano de um montante de R$ 107 bilhões pagos pela instituição, entre aposentadorias e pensões. “É um absurdo”, diz Berzoini.

No caso da pensão paga indevidamente a Martins – que desde o ano passado mudou de endereço e sumiu do mapa -, a força-tarefa só descobriu a fraude por causa do cruzamento de dados do Sistema Integrado de Administração de Pessoal com o de controle de óbitos, em maio de 2002.

Há um ano e meio, a Previdência, o Ministério Público e a PF percorrem uma verdadeira via crucis para recuperar os R$ 255.898,14. Sem sucesso. O valor da pensão foi sacado aos poucos de uma conta-corrente no Banco do Brasil, encerrada assim que o golpe veio à tona. Na semana passada, a Polícia Federal solicitou que Martins fosse ouvido por meio de carta precatória, pois teria mudado da capital paulista para São Sebastião. Até agora, porém, ninguém sabe onde está o cidadão e, muito menos, o dinheiro desviado.

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