Pelos menos 60 comerciantes do Mercado Central, na Praça Rui Barbosa, foram atendidos ontem por um equipe do Núcleo Curitiba do Comitê de Estabilidade Social do INSS. O Comitê pretende ampliar as atividades da previdência buscando aumentar o quadro de contribuintes. Para isso, os técnicos do INSS têm buscado o apoio de lideranças de classe e sindicais. “Oferecemos treinamento para essas pessoas para que elas repassem as informações para seus grupos”, explica a coordenadora do Núcleo, Teresinha Marfurt.

A atividade no Mercado aconteceu graças ao intermédio da presidente da Associação do Mercado Central (AMEC), Maria José de Oliveira. Durante a semana ela conversou com os proprietários dos boxes e explicou os benefícios do cadastramento no INSS. “Muita gente mostrou interesse. O desconhecimento é o maior empecilho para o pessoal”. Além do serviço de inserção na Previdência, o estande do INSS no mercado ofereceu cálculo de contribuições com atraso e orientações gerais sobre benefícios.

Segundo Teresinha, os artesãos e ambulantes se enquadram na categoria Segurado Obrigatório – Contribuinte Individual e podem contribuir normalmente com a previdência. Os valores a serem pagos variam de R$40,00 a R$ 312,31 e obedecem a uma escala.

Para se cadastrar o trabalhador necessita estar cadastrado no PIS/PASEP e adquirir a Guia da Previdência Social (GPS) em qualquer papelaria ou banca de revistas. Quem não tem PIS tem de procurar os serviços na internet (www.previdenciasoical.gov.br) ou no telefone de auxílio – previfone 0800-780191.

“Não conhecia”

Eonice de Freitas, 58 anos, dona de uma loja de confecções, trabalha no mercado desde sua abertura. Ela foi a primeira a ser atendida e comemorou o resultado. “Eu nunca soube direito se tinha direito ou não ao benefício. Sempre trabalhei nesse ramo e ninguém havia me orientado”, diz ela que pretende contribuir com R$50,00 por mês.

Sônia de Fátima Nascimento, 47 anos, também trabalha com vestuário e nunca recolheu para a previdência . “Vou começar agora nem que seja com o mínimo. Afinal de contas é uma segurança”.

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