Com taxa de 1,52%, Curitiba apresentou em julho a maior variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) entre as onze regiões pesquisadas pelo IBGE. O INPC nacional (que mede o custo de vida para famílias com rendimento entre um e oito salários mínimos) fechou em 1,15% no mês passado. A inflação da capital paranaense foi influenciada pelas altas dos alimentos (1,44%), ônibus urbano (2,22%) e energia elétrica (9,14%).

De janeiro a julho, o índice acumulado em Curitiba é de 4,83% – acima do resultado nacional no período (4,61%), que está abaixo da taxa de 4,96% verificada em igual período do ano passado. Nos últimos doze meses, o índice situou-se em 9,08%, ligeiramente maior que nos doze meses imediatamente anteriores (9,04%). Em julho de 2001 a taxa mensal foi 1,11%. O menor INPC de julho foi registrado em Belo Horizonte (0,77%).

Nas demais capitais pesquisadas, as variações do INPC foram as seguintes: São Paulo (1,45%), Porto Alegre (1,28%), Goiânia (1,28%), Salvador (1,09%), Fortaleza (1,02%), Brasília (0,98%), Rio de Janeiro (0,94%), Recife (0,86%) e Belém (0,80%).

IPCA

No IPCA – usado pelo Banco Central como balizador das metas de inflação acertadas com o FMI – Curitiba ficou em sétimo lugar entre as regiões abrangidas pela pesquisa do IBGE. Com índice de 1,07%, a inflação da capital paranaense ficou menor que a variação nacional do último mês: de 1,19%. A variação no País foi maior desde julho de 2001, quase três vezes superior à apurada em junho (0,42%). No ano, a inflação já acumula alta de 4,71%, quase chegando ao teto da meta anteriormente estabelecida pelo governo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de 5,5%, e oportunamente ampliada, nesta semana, para um limite de 9%. Nos últimos 12 meses até julho, o IPCA chegou a 7,51%

De acordo com o IBGE, a alta de 0,77 ponto percentual em relação ao IPCA de junho foi motivada pela concentração de reajustes de preços administrados e aumentos registrados nos alimentos sob influência da entressafra e do câmbio. Com 0,31 ponto percentual, o telefone fixo ficou com a maior contribuição individual no mês diante do aumento médio de 10,54% em seus serviços.

Ficaram mais elevados os preços do gás de cozinha (4,42%), das tarifas de energia elétrica (4,26%), da gasolina (2,87%) e outros. Nos alimentos, a alta foi de 1,05%, com destaque para as variações observadas no feijão carioca (18,54%), óleo de soja (9,13%), feijão preto (6,82%) e pão francês (5,64%).

No acumulado do ano, o IPCA – referente às famílias com renda entre um e quarenta salários mínimos – ficou em 4,17%, inferior ao percentual de 4,32% registrado em igual período de 2001. Em Curitiba, o acumulado de 2002 é de 3,86%. Nos últimos doze meses, o índice ficou em 7,51%, pouco abaixo do resultado dos doze meses imediatamente anteriores, que foi de 7,66%. A taxa mensal de julho de 2001 foi 1,33%.

O maior índice regional foi registrado em Salvador (1,52%). Belém e Porto Alegre, ambas com 0,94%, tiveram os menores resultados. Nas demais regiões, os índices foram os seguintes: Fortaleza (1,34%), Rio de Janeiro (1,30%), Goiânia (1,22%), Brasília (1,10%), Recife (1,07%), Belo Horizonte (1,04%) e São Paulo (0,99%).