A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, mas elevou a estimativa de inflação de 4,4% para 5%. A entidade também reduziu a expectativa de queda dos juros, prevendo agora apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual ao longo de 2026. As informações são da Agência Brasil.

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A taxa básica de juros, a Selic, está em 14,25% ao ano. A CNI projeta que ela deve encerrar 2026 em 13,75% ao ano, patamar considerado bastante restritivo. O juro real, que é o valor acima da inflação, deve ficar em 9,2%, bem acima do juro neutro estimado em 5%.

A inflação deve continuar pressionada por alimentos, combustíveis e serviços. O cenário fiscal também preocupa. Embora a arrecadação federal deva crescer 5,8% acima da inflação, as despesas públicas devem subir 4,5% acima dos preços. O déficit primário previsto para 2026 é de R$ 55,3 bilhões, e a dívida pública deve atingir 82% do PIB.

A economia deve continuar avançando em ritmo moderado, impulsionada pela indústria extrativa, pelo agronegócio e pelo setor de serviços. Juros elevados, custos de produção mais altos e o aumento das importações devem limitar uma recuperação mais robusta.

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A CNI revisou para cima a projeção de crescimento da indústria, de 1,6% para 2,1%. A indústria extrativa, beneficiada pelo aumento da produção de petróleo, deve crescer 9,1%. Já a indústria de transformação continua pressionada pelo avanço das importações e pelos juros altos. Apenas sete dos 24 segmentos industriais apresentam crescimento.

A agropecuária deve crescer 1,8%, impulsionada por uma nova safra recorde, especialmente de soja. O setor de serviços teve a projeção reduzida de 2,1% para 1,9%, afetado pelo aumento da inadimplência das famílias e pelo maior endividamento.

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No cenário externo, a guerra no Oriente Médio continua sendo o principal fator de risco. O conflito elevou os custos de combustíveis, energia e fertilizantes. As importações de bens de consumo subiram 16% no primeiro semestre, enquanto as exportações cresceram 9,5%. O superávit da balança comercial foi de US$ 77,9 bilhões, alta de 30,4%.