O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) começou o ano com alta, não apenas em nível nacional – registrando, este mês, 0,52% – como também em Curitiba.
A variação local, que em dezembro foi a mais baixa (0,15%), subiu 0,07 ponto percentual, chegando a 0,22%. Porém, ainda está entre as mais baixas do País, considerando as 11 regiões avaliadas.
A principal alta, que fez subir a inflação em Curitiba, ocorreu em alimentação e bebidas, que registrou variação de 0,61%. Já a queda mais expressiva, este mês, foi no item recreação, fumo e filmes.
Em Curitiba, na alimentação no domicílio, que registrou variação de 0,22%, o que pressionou foram os preços dos itens óleos e gorduras e hortaliças e verduras que ficaram, respectivamente, 5,86% e 4,99% mais caros. Considerando a alimentação fora do domicílio, que também ficou mais cara (1,37%), a refeição foi o item que registrou maior alta, 1,82%. Mesmo a maioria dos produtos da alimentação tendo registrado altas, alguns produtos tiveram queda de preço. São eles os tubérculos, raízes e legumes (-8,89%), as frutas (-3,21%) e os açúcares e derivados (-1,05%).
Na lista de produtos considerados na pesquisa sobre o IPCA-15, o segundo item com maior alta, na região, foi habitação, que variou 0,38% este mês. Nessa categoria, os produtos mobiliário, aluguel e taxas e reparos foram os responsáveis pela variação. Eles ficaram, respectivamente, 0,98%, 0,69% e 0,61% mais caros. Já os artigos de cama, mesa e banho (-1,16%), utensílios e enfeites (-0,46%) e de limpeza (-0,21%) registraram queda de preço. Mais uma vez os combustíveis e a energia domésticos não variaram.
No item que registrou maior queda, este mês, recreação, fumo e filmes, os produtos recreação e filmes foram os responsáveis pelas baixas. Os preços ficaram mais baratos, respectivamente, 0,75% e 0,48. Em recreação, o produto com maior queda foi brinquedos, cuja variação foi de -3,74%. Os preços do fumo, porém, não sofreram variação. Em Curitiba, outro item que registrou queda foi comunicação (-0,11%), principalmente devido à queda de 2,19% no preço do aparelho telefônico.
Brasil
A variação nacional em janeiro (0,52%) também ficou acima do índice registrado em dezembro (0,35%), mas mantém o patamar do mesmo mês, no ano anterior (0,51%). O principal responsável pela alta do IPCA-15, este mês, foi o item transportes, que registrou variação de 1,03%, principalmente pressionado pelo transporte público, que teve alta de 2,93%. Considerando o índice geral, os mais altos IPCA-15 foram registrados em São Paulo (0,87%), Rio de Janeiro (0,53%) e Belo Horizonte (0,53%). Enquanto os mais baixos índices foram os de Goiânia (-0,04%) e Porto Alegre (0,15%).
Dentro do transporte público do País, subiram quase todas as tarifas: metrô (4,81%), trem (3,74%), ônibus urbano (3,29%), táxi (3,28%), ônibus intermunicipal (3,26%) e ônibus interestadual (0,35%). Segundo o IBGE, os maiores aumentos foram registrados em São Paulo, onde as tarifas do ônibus urbano e do táxi ficaram, respectivamente, 7,98% e 13,47% mais caras.
Enquanto nas demais regiões os transportes pressionaram a inflação, em Goiânia, onde foi registrada deflação, este mês, a baixa nos preços dos transportes foi a responsável. No item houve deflação de 1,44%, principalmente pela queda de 4,73% no preço dos combustíveis.
Enquanto em nível nacional, o preço dos transportes foi o que pressionou e fez elevar a inflação, em Curitiba a alta foi mínima, de 0,08%, principalmente pelo preço do veículo próprio, que ficou 0,31% mais caro. Na região, o transporte público não sofreu variação.



