Economia

Inflação projetada para 2026 sobe e ultrapassa teto da meta

Uma visão em close-up de uma carteira de couro marrom gasta, aberta sobre uma superfície de madeira. Do compartimento principal, um feixe grosso de notas de Real brasileiro está saindo, ligeiramente fanned para mostrar a variedade de cores e valores (prevalecendo notas de R$20 e R$50). A textura do couro e o papel moeda usado são os protagonistas. A luz ambiente é suave.
O Real, como unidade de valor, é o termômetro da saúde econômica do país. Sua valorização ou depreciação reflete as dinâmicas da inflação e das políticas monetárias federais. Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial.

A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial em 2026 subiu de 4,99% para 5,01%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC). Foi a terceira alta consecutiva da estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

As informações são da Agência Brasil.

A previsão continua acima do limite superior da meta de inflação, que é de 4,5%. Desde janeiro de 2025, o país adota o sistema de meta contínua de inflação, com objetivo de 3% e intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Para 2027, a expectativa para a inflação passou de 4,31% para 4,30%. Para 2028, a projeção foi mantida em 3,8%.

Projeções para o PIB caem

A estimativa para o crescimento da economia em 2026 caiu de 1,86% para 1,85%. Para 2027, a projeção recuou de 1,41% para 1,40%. Para 2028, a expectativa passou de 1,83% para 1,81%.

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Dólar e Selic permanecem estáveis

A projeção para a cotação do dólar no fim deste ano permaneceu em R$ 5,20. Para 2027, a expectativa foi mantida em R$ 5,28. Para 2028, continuou em R$ 5,30.

A expectativa para a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 13,5% ao ano para o encerramento de 2026. Para 2027, os analistas mantiveram a previsão em 12% ao ano. Para 2028, a estimativa ficou estável, em 10,5% ao ano.

A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

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