| Foto: Aliocha Maurício/O Estado |
| Combustível – seguido de alimentos – foi o que subiu mais. |
A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acelerou e registrou alta de 0,33% em outubro – índice maior do que o verificado em setembro (0,21%) e pouco acima das previsões do relatório de mercado elaborado pelo Banco Central, que projetavam inflação de 0,30%. Com este resultado, o IPCA acumula no ano (janeiro a outubro) alta de 2,33% – bem abaixo dos 4,73% registrados no mesmo período do ano passado. O IPCA serve de referência para a meta de inflação do governo, que é de 4,5% neste ano. Os dados foram divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em Curitiba, a inflação aumentou ainda mais, passando de 0,25% em setembro para 0,50% no mês passado. Foi o segundo maior índice entre as 11 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, ao lado de Salvador, onde o IPCA também ficou em 0,50%. Dentre os índices regionais, o maior resultado foi registrado em Belém (0,78%) e o menor em Recife (0,12%).
Entre os itens que mais pressionaram a inflação em Curitiba em outubro, destaque para os combustíveis: a gasolina ficou 4,10% mais cara na comparação com setembro e o álcool, 3,34%. Conforme o IBGE, Curitiba foi a única capital a registrar aumento do preço do álcool em todo o país. No caso da gasolina, Porto Alegre também verificou aumento, porém menor (0,22%). Nas demais regiões metropolitanas, houve queda nos preços. Em Curitiba, o preço médio do litro da gasolina comum era R$ 2,488 no mês passado e do álcool, R$ 1,508.
Já em nível nacional, os alimentos exerceram maior pressão sobre o IPCA, passando de 0,08% em setembro para 0,88% em outubro. O item que mais subiu foi a carne (alta de 4,51%), que se encontra em período de entressafra. Na Grande Curitiba, a alta do produto foi ainda maior: 5,35%. Além da carne, ficaram mais caros em outubro o tomate (alta de 15,44%), a batata inglesa (11,84%) e o frango (11,22%).
Além disso, contribuíram para a alta em outubro o salário dos empregados domésticos que avançou 1,39%, os preços de cigarros (1,31%), serviços de cabeleireiro (1,18%) e artigos de vestuário (0,64%). No ano, os salários de domésticos acumulam alta de 9,96% em razão do reajuste do salário mínimo no primeiro semestre do ano.
Sem surpresas
Para a coordenadora do Índice de Preços do IBGE, Eulina dos Santos, a inflação não deve apresentar surpresas já que não há focos de pressão de reajustes de tarifas no próximos mês.
?Dado que de janeiro a outubro temos alta de 2,33%, já podemos comentar que o resultado deste ano vai ser a menor desde 98, quando fechou em 1,65%?, afirmou. Ela lembrou que naquele ano a economia contava com a taxa de câmbio fixa e não havia adotado o regime de metas de inflação.
De acordo com a economista, o câmbio tem tido papel fundamental no freio da inflação com reflexo sobre os preços das commodities. Além disso, a economista aponta também uma safra que deve ter crescimento de 3,21% neste ano na comparação com 2005 como fator de menos pressão sobre os alimentos.
INPC
Já o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) apresentou inflação de 0,43% em outubro, ante uma taxa de 0,16% em setembro. No acumulado do ano, o índice chega a 1,75%, bem abaixo do que no mesmo período do ano passado (4,07%). Nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 2,71%.
Na Grande Curitiba, o INPC passou de 0,26% em setembro para 0,36% em outubro. O índice acumula no ano alta de 0,82%.
IPC em Curitiba variou 0,92% em outubro
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) para as famílias de Curitiba que recebem até 40 salários mínimos fechou o mês de outubro com variação de 0,92%. No acumulado dos dez primeiro meses do ano, a taxa fechou em 3,79% e, nos últimos 12 meses, em 4,47%. Os dados são do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
A maior influência para o resultado do mês foi exercida pelo grupo formado pelos setores de alimentos e bebidas, que terminou o mês com alta de 1,75%. O grupo apresentou também a maior alta (2,04%) dos últimos 18 meses.
Na área da habitação, o Ipardes registrou alta de 0,63%, com destaque para condomínio, com aumento de 2,79%, e aluguel de moradia, com variação de 0,65%.
Outros grupos que registraram elevação de preços em outubro foram artigos de residência (1,10%), vestuário (0,57%), transporte e comunicação (1,2%) – com alta de 7,51% na gasolina e de 8,79% no álcool combustível – além de despesas pessoais (alta de 0,63%). O único grupo a apresentar deflação em outubro foi o formado por saúde e cuidados pessoais, que apresentou taxa de -0,28%. Esta variação, segundo o Ipardes, aconteceu principalmente devido a queda nos preços de medicamentos (-1,05%).