A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) foi de 0,35% na semana encerrada no domingo (dia 22), ante aumento de 0,39% na semana anterior, até 15 de julho. A taxa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), medida em sete capitais, ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,33% e 0,41%.

De acordo com a FGV, a taxa menor do IPC-S foi provocada principalmente pelo recuo de preços nos grupos Habitação (de -0 09% para -0,30%) e Vestuário (de 0,57% para 0,13%). Das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador, três apresentaram deflação e elevação menos intensa de preços, no período. Além dos dois já citados, é o caso de Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,32% para 0,28%). Os outros grupos registraram aceleração ou queda mais fraca de preços, como Alimentação (de 1 25% para 1,37%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,43% para 0 60%); Transportes (de -0,30% para -0,29) e Despesas Diversas (de 0,55% para 0,57%).

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos usados para cálculo do IPC-S até 22 de julho, a FGV esclareceu que as altas de preço mais expressivas foram apuradas em leite tipo longa vida (16,43%); mamão papaia (30,49%); e manga (14,54%). Já as mais significativas quedas de preço foram registradas em tarifa de eletricidade residencial (-2,90%); batata-inglesa (-10 32%) e tomate (-14,81%).