O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) de até o dia 22 subiu 0,42%, taxa idêntica ao do indicador anterior, de até 15 de agosto. O resultado, divulgado hoje, ficou no piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,42% a 0,53%, e, portanto, abaixo da mediana das projeções (0,48%).

De acordo com a fundação, apesar da repetição da taxa, cinco das sete classes de despesa pesquisadas apresentaram desaceleração de preços, na passagem do IPC-S de até 15 de agosto para o índice de até o último dia 22. Esse cenário é diferente do apurado no indicador anterior, que apresentou elevações de preços menos intensas, e até mesmo quedas, em quatro dos sete grupos analisados.

Os grupos que registraram aumento menos intenso ou queda mais forte, no IPC-S anunciado hoje, foram os de Alimentação (de 1 45% para 1,27%); Vestuário (de -0,53% para -0,61%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,57% para 0,36%); Transportes (de -0 46% para -0,47%); e Despesas Diversas (de 0,40% para 0,29%). As duas classes de despesa restantes apresentaram aceleração de preços, como Habitação (de 0,02% para 0,24%); e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,40% para 0,41%).

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos usados para cálculo do IPC-S de até 22 de agosto, a FGV esclareceu que as altas de preço de destaque foram apuradas leite tipo longa vida (8,04%); tarifa de telefone residencial (1,79%); e tomate (26,18%). Já as mais significativas quedas de preço foram registradas em mamão da amazônia – papaia (-32,21%); tarifa de eletricidade residencial (-1,23%); e manga (-19,10%).