O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, reafirmou hoje o compromisso da autoridade monetária com a estabilidade dos preços. Em seu discurso de abertura do XIII Seminário de Metas para a Inflação, no Rio de Janeiro, ele ressaltou que “a inflação é um problema do mundo inteiro, tanto que foi tema de discussão no último seminário da Basileia, no final de semana”.

Tombini ressaltou que o BC tem reagido com firmeza à alta da inflação. Ele lembrou que o Comitê de Política Monetária (Copom) já elevou a Selic (a taxa básica de juros) em 1,25 ponto porcentual desde janeiro. “E buscará o centro da meta em 2012, que é o principal desafio daqui para frente”, disse.

O presidente do BC disse ainda que a autoridade monetária continua considerando as medidas macroprudenciais, que foram adotadas para conter o crescimento acelerado do crédito. Os resultados até agora, segundo ele, têm sido sólidos, porque já se verifica a redução na oferta de crédito. Além disso, outras medidas estão sendo adotadas e o governo já cortou em 0,8 ponto porcentual seus gastos em relação a 2010.

O presidente do BC reiterou que a autoridade monetária está atenta ao fluxo de capitais para o Brasil, porque isso gera volatilidade, na medida em que aprecia o câmbio e contribui para aumentar o crédito, que por sua vez gera pressão inflacionária. “E é nesse contexto que entram as medidas macroprudenciais.”

Nos próximos meses, segundo Tombini, as taxas mensais de inflação serão mais baixas, compatíveis com a trajetória rumo ao centro da meta, de 4,5%, apesar do acumulado em 12 meses ainda continuar mostrando nível acima do teto, de 6,5%. A meta oficial de inflação, determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,5% em 2011 e 2012, com margem de tolerância de 2 pontos porcentuais para mais e para menos.