Economia

Inflação dispara em setembro com alta na luz e nos alimentos

Uma imagem de close-up foca nas mãos centralizadas de uma feirante de meia-idade e de um cliente idoso em uma feira de rua brasileira ao ar livre e movimentada. A feirante, com um avental floral, está colocando várias notas de Real brasileiro usadas de várias denominações (visíveis, mas ligeiramente desfocadas) diretamente na palma aberta e envelhecida do cliente. Suas mãos estão entrelaçadas, centralizadas na composição. A feirante olha para a transação com um sorriso gentil, enquanto o cliente idoso olha com uma expressão de satisfação. O fundo é um borrão quente e vibrante de atividades do mercado, barracas desfocadas com frutas e vegetais, outras pessoas e a luz do sol da tarde. A fotografia documental e autêntica tem grãos visíveis e profundidade de campo muito rasa, focando apenas no dinheiro e no ponto de contato das mãos. A iluminação é natural e quente.
Dinheiro Real mudando de mãos: Uma transação de mercado de rua captura o fluxo diário e a interação humana do comércio local. Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial.

A inflação oficial do Brasil subiu 0,82% em setembro, puxada principalmente pelo aumento nas contas de luz, nos alimentos e nos transportes. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reverteu a queda de 0,32% registrada em agosto. No acumulado de 2026, a inflação chegou a 3,95% e, nos últimos 12 meses, a 4,58%. As informações são do IBGE.

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento de preços no mês. A maior pressão veio da energia elétrica residencial, que subiu 7,98%, e de produtos básicos como tomate, batata-inglesa e cebola, que voltaram a pesar no orçamento das famílias brasileiras.

O grupo Habitação registrou avanço de 2,31%, com impacto de 0,35 ponto percentual no índice geral. A alta da energia elétrica ocorreu principalmente pelo fim do desconto do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas de agosto, além da manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Os reajustes nas tarifas contribuíram para a alta da conta de luz em cidades como Belém (6,63%), São Luís (5,42%) e Vitória (6,89%). Por outro lado, Rio Branco e Fortaleza registraram quedas de 5,20% e 6,65%, respectivamente. O gás encanado subiu 0,05%, com reajustes em Curitiba e no Rio de Janeiro, enquanto a taxa de água e esgoto avançou 0,13%.

O grupo Transportes teve alta de 0,89%, pressionado principalmente pelas passagens aéreas, que ficaram 9,66% mais caras. Os combustíveis subiram, em média, 1,41%, com aumentos no etanol (3,16%), no diesel (1,69%), na gasolina (1,21%) e no gás veicular (0,10%).

A alimentação e as bebidas voltaram a subir após três meses consecutivos de queda, com avanço de 0,83% em setembro. Dentro de casa, os preços aumentaram 0,96%, puxados pelo tomate (37,76%), pela batata-inglesa (24,07%), pela cebola (10,14%), pelo arroz (4,56%) e pelas carnes (0,63%). Na contramão, alguns alimentos ficaram mais baratos, como o frango inteiro (queda de 1,96%), o frango em pedaços (recuo de 1,41%) e as frutas (redução de 1,12%).

A alimentação fora de casa também acelerou, passando de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro, com a refeição subindo 0,49%. Entre as regiões pesquisadas, Vitória registrou a maior inflação mensal, de 1,08%, enquanto Rio Branco apresentou a menor variação, de 0,53%.

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