Se a instalação de novas empresas gerou crescimento econômico ao Paraná nos últimos anos, por outro lado aumentou a insegurança. No Brasil, o segmento de segurança patrimonial está crescendo à média de 5% ao ano, enquanto a segurança eletrônica vem registrando expansão anual de 15 a 20%. “O Paraná acompanha a média nacional, representando 5% do faturamento do País”, informa Jefferson Simões, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança do Paraná. No ano passado, o setor de segurança no Estado faturou R$ 160 milhões com vigilância e R$ 7 milhões na área de monitoramento eletrônico.
No Brasil, existem aproximadamente 350 mil vigilantes, que renderam, em 2001, faturamento de R$ 4,2 bilhões ao setor – cerca de 2% do PIB. Somente a folha de pagamentos totalizou R$ 1,8 bilhões. No Paraná, as empresas empregam 12 mil vigilantes – que recebem o segundo maior piso do País (R$ 580), só perdendo para Brasília (R$ 630). O segmento de monitoramento eletrônico faturou R$ 140 milhões no último ano, movimentando mais R$ 500 milhões em equipamentos. Entre técnicos, instaladores e engenheiros, esse ramo gera mais de 50 mil postos de trabalho, sendo 2 mil no Paraná.
Para Simões, o crescimento da criminalidade e a conseqüente insegurança da população são os responsáveis pelos índices positivos que o setor vem mantendo nos últimos anos. “Nossa Região Metropolitana está horrível. É muito crime”, acentua. Em Curitiba, oito casas são assaltadas em média, por dia, segundo dados do 2.º Distrito Policial.
De acordo com Simões, o volume de crescimento do setor só não é maior devido à prestação de serviços clandestinos. “Vamos começar em breve uma forte campanha de esclarecimento aos tomadores de serviços, para não incorrerem em desobediência à lei. A Polícia Federal vai intensificar a fiscalização”, avisa.
Profissionalização
Prova de que esse mercado continua ativado em Curitiba é a inauguração, há oito meses, da filial da empresa mineira Tecnoforte, especializada em projetos de segurança para residências, empresas e bancos. A partir dessa semana, a empresa, que tem 75 funcionários, se tornou representante autorizado da ADT – maior firma de monitoramento do mundo.
“Infelizmente os índices de violência têm aumentado em todo o mundo, não só no Brasil, mas mesmo nos países do Primeiro Mundo. Curitiba, particularmente, passou a ser uma cidade muito mais visada com o crescimento. Já é uma das melhores cidades para se investir e o menor índice de desemprego atraiu a criminalidade de outros locais”, argumenta Elnei Gonçalves, sócio da Tecnoforte/ADT. E não basta apenas oferecer serviços de segurança, é preciso qualidade. “Vimos em Curitiba a necessidade de projetos mais profissionais nessa área”, afirma.
Com 7 milhões de alarmes monitorados vendidos no mundo – no Brasil são mais de 10 mil contas em São Paulo, onde está presente há dez meses – a ADT está oferecendo gratuitamente ao mercado curitibano um kit básico de central de alarme com a instalação. A mensalidade do serviço custa a partir de R$ 80.
Outra novidade comercializada pela Tecnoforte é um relógio de pulso que controla um sistema de alarme da mesma forma que um controle remoto. O equipamento de quatro botões pode ser programado para controle de acesso, acender lâmpadas e abrir portas, por exemplo. Um sistema simples de alarmes custa em torno de R$ 300, enquanto os mais complexos -que permitem controle via internet – chegam a R$ 10 mil.


