A expectativa dos industriais paranaenses é que o ano de 2005 seja melhor que o de 2004. A Sondagem Industrial, pesquisa realizada pelo Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), aponta que 85,31% dos 360 empresários ouvidos – de pequenas, médias e grandes indústrias – estão otimistas. "Os empresários são otimistas por natureza, apesar das adversidades da elevada tributação e da macroeconomia", diz o vice-presidente e superintendente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Arthur Carlos Peralta Neto.

A cautela do setor industrial sobre o futuro econômico não inibe o planejamento das empresas. Mais da metade dos industriais entrevistados (54,72%) projeta novos investimentos (Desenvolvimento de negócios). Grande parte dos que investirão (78,33%), deverão usar preferencialmente recursos próprios. A captação de linhas de créditos oficiais pode ser alternativa para 40,56% dos entrevistados e recursos de linhas de crédito privado nacional é a opção de 14,17% dos industriais.

Na estratégia do empresariado do Paraná, o primeiro foco de atenção será a Satisfação do cliente (61,67%). Outra forma para obter sucesso em 2005 é o investimento em Inovação e o desenvolvimento de produtos (41,39%).

De acordo com o Departamento Econômico da Fiep, quando define para onde vai destinar os recursos, mais da metade dos empresários apontam melhorias de Produtividade (54,72%). Dentro da escala de prioridades nos investimentos, estão a Qualidade (52,22%), Aumento da capacidade produtiva (51,39%), Desenvolvimento de produtos (46,39%), Modernização tecnológica (48,61%), Melhoria de processo (45,28%), Recursos humanos (34,44%), Propaganda e marketing (27,22%), Racionalização administrativa (16,67%) e comércio eletrônico (10,56%).

2004

A Sondagem Industrial apontou que em 2004 apenas 8,06% das empresas paranaenses não registraram aumentos de produtividade. Este percentual é o menor já registrado desde 1995. Em 2003, este percentual ficou em 10,42%, sendo que o menor índice foi apontado no ano de 2000 (9,59%).

A grande maioria das empresas paranaenses (95,91%) considera que a informação é estratégica para os negócios. Para isto, eles contratam serviços de Instituições privadas (37,91%), Consultores (28,57%) e Instituições públicas (25,27%).

Estas informações são usadas na ação das indústrias para que possam se tornar mais competitivas no mercado. Quase a metade dos entrevistados (44,92%) afirma que vem ganhando a competitividade. Outra parcela (45,76%) avalia que estão mantendo a sua competitividade e apenas um pequeno número vem perdendo competitividade.

Gargalos

Quando o assunto são entraves econômicos, as empresas sinalizam que Carga tributária elevada (72,78%) é o maior peso na economia. A segunda queixa é sobre os Encargos sociais (61,93%), seguido de Problemas de distribuição (25,56%) e Mão de obra (22,78%).

A infra-estrutura paranaense é criticada pelos empresários. Mais da metade dos entrevistados (57,50%) considera que estão insatisfeitos com as rodovias paranaenses. Trinta por cento dos empresários não estão satisfeitos com os portos paranaenses. Na avaliação dos industriais, os melhores serviços são de Telefonia (58,89%) e o de Energia elétrica (63,06%).