economia

Industriais fazem corpo a corpo com deputados por reforma da Previdência

Tal como ocorre com os empresários da construção civil, os industriais também colocaram sua estrutura institucional para trabalhar pela aprovação da reforma da Previdência. “Estamos trabalhando com os deputados federais um a um”, disse nesta terça-feira, 12, o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria Edson Campagnolo, que preside a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

Os presidentes das federações estaduais da indústria estarão logo mais reunidos com o presidente Michel Temer para relatar esse esforço. “Estamos fazendo a nossa parte”, comentou.

O jornal “O Estado de S. Paulo” mostrou, em sua edição desta terça-feira, 12, que os empresários da construção civil estão indo até as casas dos parlamentares no esforço de convencê-los a aprovar a proposta. Questionado se a indústria fazia o mesmo, Campagnolo explicou que cada presidente de federação tem contatado os deputados com os quais tem relação mais próxima.

“A abordagem é feita pelos que têm ligação eleitoral com o deputado, ou um vínculo no setor produtivo”, disse. “São os que nos ajudam na defesa de interesses do setor industrial.” Nesse trabalho, até mesmo parlamentares de oposição estão sendo abordados.

Questionado, ele explicou que a “ligação eleitoral” a que se refere é, por exemplo, o fato de haver aberto espaço nas empresas para que os deputados se apresentassem, durante a campanha de 2014.

Campagnolo informou que, de dez deputados que se diziam indecisos ou até mesmo contra a reforma, já foram revertidos três votos. O trabalho continua nos próximos dias.

Ele diz que há muitos votos já decididos, mas ainda não declarados. E se esses forem levados em consideração, o governo tem chance de vitória. A contabilidade dos industriais aponta para algo entre 280 e 312 votos a favor. O Placar do Estadão mostra um quadro bem diferente: 234 votos contra e apenas 65 a favor.

“Se não tivermos sucesso na minirreforma, já há sinalizações que pode vir aumento de impostos, como o PIS/Cofins”, disse o executivo, repetindo um argumento que usa em suas conversas. “Não tem espaço para isso, mas vamos ser realistas: a conta tem de fechar.”

Ele diz aos deputados que os trabalhadores e os empreendedores são os maiores beneficiados com a reforma. “Já está claro que o grande peso é o peso da Previdência pública.”

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