Economia

Indústria reduz intenção de investimento pelo terceiro mês seguido

Imagem mostra o trabalho dentro de uma indústria.
Imagem mostra o trabalho dentro de uma indústria. Foto: Arquivo/Tribuna do Paraná/Albari Rosa.

A intenção de investimento da indústria brasileira caiu pelo terceiro mês consecutivo em agosto e atingiu o pior nível de 2026. O indicador recuou 0,6 ponto, de 53,2 para 52,6 pontos, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta quinta-feira (20). O cenário é marcado por juros elevados, custos maiores e forte entrada de produtos importados. As informações são da Gazeta do Povo.

A taxa básica de juros, a Selic, está em 14% ao ano e encarece o crédito para empresas e consumidores. Ao mesmo tempo, o comércio brasileiro enfrenta concorrência maior com produtos importados após o governo retomar a isenção da taxa de importação para compras até US$ 50, conhecida como taxa das blusinhas.

As expectativas para os próximos seis meses também pioraram. O índice de expectativa de quantidade exportada caiu 1,5 ponto, para 49,5, enquanto o de número de empregados recuou 0,7 ponto, para 49,4. Ambos ficaram abaixo da linha de 50 pontos, que indica expectativa de queda.

Produção cresce, mas emprego segue em queda

Apesar do cenário de cautela, a produção industrial apresentou melhora em julho. O índice de evolução da produção subiu 2,6 pontos, alcançou 51 pontos e voltou a indicar crescimento, algo que havia ocorrido apenas uma vez no ano, em março.

O mercado de trabalho, porém, continuou mostrando retração. O índice de evolução do número de empregados avançou 0,4 ponto, para 48,6 pontos, permanecendo abaixo dos 50 pontos e indicando redução dos postos de trabalho em relação a junho.

Estoques voltam a crescer após oito meses

A utilização da capacidade instalada permaneceu em 70%, um ponto percentual abaixo do registrado em julho de 2024 e de 2025. Já os estoques voltaram a crescer após oito meses de queda: o índice avançou 1,7 ponto, para 51 pontos, mas permaneceu alinhado ao planejamento das empresas.

A Sondagem Industrial ouviu 1.407 empresas entre 3 e 12 de agosto, sendo 578 pequenas, 489 médias e 340 grandes.

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