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Indústria automotiva é a maior produtora.

A produção industrial do Paraná caiu 9,1% em novembro frente a outubro, já descontadas as influências sazonais, após ter registrado aumento de 14,1% no mês anterior. Em relação a novembro de 2006, o crescimento foi de 2,1%, décima quarta taxa positiva consecutiva. Com isso, nos confrontos para períodos mais amplos, os resultados prosseguem positivos: 7,1% no acumulado do ano de 2007 e 6,7% no acumulado dos últimos 12 meses – com desaceleração no ritmo de crescimento em relação a outubro (7,2%). Os números foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No índice mensal (novembro 07/novembro 06), houve aumento em 8 das 14 atividades pesquisadas. Veículos automotores (55,9%) exerceram o principal impacto positivo. Em seguida, embora em menor escala, vieram máquinas e equipamentos (21,0%) e alimentos (8,4%). A pressão negativa mais significativa vem de edição e impressão (-46,7%), seguida por refino de petróleo e produção de álcool (-26,9%).

O economista André Macedo, da Coordenação de Indústria do IBGE, disse quanto à queda na produção do Paraná que, ?não há motivos para ver o quadro com pessimismo, pois ela veio depois de uma forte expansão registrada no mês anterior?.

No indicador acumulado no Estado, nove ramos apresentam taxas positivas, com a principal influência positiva vindo, de novo, de veículos automotores (30,2%). As pressões negativas mais relevantes vieram de edição e impressão (-9,2%), refino de petróleo e produção de álcool (-4,9%) e madeira (-6,5%).

Brasil

A produção industrial caiu em sete das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE. De janeiro a novembro de 2007, no País, acumulou alta de 6%; em 12 meses, o avanço foi de 5,5%. Na comparação com novembro de 2006, a variação é positiva em 6,7%.

Os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo também apresentaram redução em novembro de 2007, de 2,5% e 1,6%, respectivamente. Registraram alta no mês divulgado Espírito Santo (2,6%), Minas Gerais (1,3%), Bahia (0,9%), Goiás (0,8%), Rio Grande do Sul (0,6%) e Pernambuco (0,6%).

Segundo o economista André Macedo, a indústria farmacêutica tem sido uma das responsáveis por impulsionar a queda da produção industrial do País, especialmente no Rio de Janeiro.