O crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2012 em relação ao quarto trimestre de 2011 foi puxado, sob a ótica da produção, pela indústria de transformação (+1,9%), o desempenho da administração pública (+1,8%) e a produção e distribuição de gás, água e eletricidade (+1,5%, devido ao consumo residencial), construção civil (+1,5%) e comércio (+1,3%).

As maiores influências negativas vieram da agropecuária (-7,3%) e da atividade de intermediação financeira (-0,8%). Foi o pior desempenho da intermediação e serviços financeiros desde o quarto trimestre de 2008, quando foi registrada queda de 2,3% ante o trimestre anterior. A redução da taxa básica de juros (Selic), do crédito e o aumento da inadimplência contribuíram para o resultado.

O IBGE revisou o PIB do quarto trimestre de 2011 ante o terceiro trimestre de 2011, na série com ajuste sazonal. A taxa passou de 0,3% para 0,2% no período.