Economia

Indústria critica Banco Central por corte de 0,25 ponto na Selic

Imagem mostra a exportação a partir do Porto de Paranaguá, no Paraná.
Imagem mostra a exportação a partir do Porto de Paranaguá, no Paraná. Foto: Arquivo/Tribuna do Paraná/Albari Rosa.

O Banco Central reduziu a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano nesta quarta-feira (5), mas o corte de 0,25 ponto percentual foi considerado insuficiente por entidades da indústria brasileira. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmam que os juros continuam altos demais para estimular investimentos e reduzir o custo do crédito para empresas e famílias. As informações são da Gazeta do Povo.

Segundo Ricardo Alban, presidente da CNI, a Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa de equilíbrio da economia brasileira, estimada em 10,4%. Para a entidade, não há justificativa para manter os juros em um nível tão elevado. A Fiesp reforçou a crítica ao apontar que os financiamentos para empresas superam 30% ao ano, dificultando a modernização da indústria e a ampliação da produção.

O Comitê de Política Monetária (Copom) justificou a redução moderada pela necessidade de manter o controle da inflação em um ambiente de incertezas. O comitê informou que a próxima decisão dependerá da evolução dos indicadores econômicos e que seguirá acompanhando a política fiscal e os riscos que podem afetar a trajetória dos preços.

A Selic iniciou seu atual ciclo de queda em março de 2026, após permanecer por meses em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006. Desde então, o Banco Central reduziu a taxa de forma gradual, com cortes de 0,25 ponto percentual por reunião. Segundo a autoridade monetária, a redução lenta reflete a necessidade de equilibrar o controle da inflação, suavizar as oscilações da atividade econômica e favorecer o pleno emprego.

Na avaliação do Copom, os indicadores da economia apontam desaceleração ao longo de 2026, cenário que já era considerado pelo mercado financeiro. O Banco Central também ressaltou que conflitos no Oriente Médio e incertezas sobre a política monetária em economias avançadas aumentam a volatilidade dos mercados e exigem cautela de países emergentes como o Brasil.

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