O setor industrial brasileiro apresentou retração de 0,8% em setembro na comparação com agosto, dando continuidade ao ciclo negativo que começou em maio. Nos últimos cinco meses, a perda acumulada chegou a 4,1%, conforme a Pesquisa Industrial Mensal divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. As informações são da Gazeta do Povo.
Na comparação anual, a queda foi de 2,5% em relação a setembro de 2025. O terceiro trimestre fechou com retração de 1,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Mesmo assim, o acumulado de janeiro a setembro ainda registra alta de 0,4%, enquanto nos últimos 12 meses o crescimento é de 0,2%.
A retração atingiu 17 dos 25 segmentos industriais acompanhados pelo IBGE. O nível de produção atual está 0,2% acima do patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020, mas permanece 16,5% inferior ao pico histórico de maio de 2011.
Chuvas afetam produção de combustíveis e alimentos
Os setores de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis lideraram as perdas com recuo de 4,2%. A indústria alimentícia caiu 1,7%, ambos prejudicados pelas chuvas que comprometeram o processamento da cana-de-açúcar e reduziram a fabricação de açúcar e álcool.
Outros segmentos também apresentaram desempenho negativo. Produtos farmoquímicos e farmacêuticos recuaram 3,1%, minerais não metálicos caíram 2,6%, máquinas e equipamentos tiveram baixa de 2,1% e veículos automotores recuaram 1,2%. Entre as categorias econômicas, bens de capital registraram a maior queda mensal de 1,9%.
Setor extrativo interrompe ciclo de quedas
A indústria extrativa cresceu 1,7% em setembro e encerrou quatro meses seguidos de retração. O avanço foi impulsionado pela maior extração de petróleo bruto, gás natural e minério de ferro.
A fabricação de produtos químicos também avançou 1,7%, enquanto a indústria do fumo registrou expansão de 20,3%. Os bens de consumo duráveis subiram 0,7%, na contramão das demais categorias. Já bens de consumo semi e não duráveis diminuíram 1,2%, e bens intermediários recuaram 0,7%.
