Indústria amplia emprego em 7 de 14 locais em setembro

A indústria do País ampliou as contratações em setembro em 7 dos 14 locais e em 9 dos 18 setores pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com setembro de 2010. No total nacional, houve expansão de 0,4% no emprego industrial no período.

Entre os locais, as principais contribuições positivas para o resultado global foram do Paraná (6,7%), da Região Norte e Centro-Oeste (3,6%), de Minas Gerais (1,8%), do Rio Grande do Sul (1,9%) e de Pernambuco (5,4%). Entre os setores, os destaques foram os ramos de alimentos e bebidas (3,7%), meios de transporte (6,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,6%), máquinas e equipamentos (3,5%) e outros produtos da indústria de transformação (3,5%).

Por outro lado, as atividades de calçados e couro (-8,0%), papel e gráfica (-6,8%), borracha e plástico (-5,1%), madeira (-10,3%) e vestuário (-3,2%) apontaram as pressões negativas mais importantes sobre o total da indústria neste mês.

Horas pagas

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria em setembro teve queda de 0,7% ante agosto, após registrar avanços de 0,2% em julho e de 0,4% em agosto, na série com ajuste sazonal. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral das horas pagas mostrou variação negativa de -0,1% na passagem dos trimestres encerrados em agosto e em setembro, permanecendo com a trajetória ligeiramente descendente desde abril.

Na comparação contra o trimestre imediatamente anterior, o número de horas pagas na indústria mostrou queda de 0,2% no terceiro trimestre de 2011. Foi o segundo resultado negativo seguido nesse tipo de comparação, acumulando nesse período perda de -0,6%.

No confronto com setembro de 2010, houve recuo de 0,3% no número de horas pagas, a primeira taxa negativa desde dezembro de 2009 (-1,4%).

Folha de pagamento

Em setembro de 2011, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, recuou 1,9% em relação a agosto, após avançar por quatro meses consecutivos. No período, o ganho acumulado havia sido de 4,4%, informou o IBGE.

O resultado de setembro foi particularmente influenciado pela indústria extrativa (-24,4%), pressionada em grande parte pelo pagamento de participações nos lucros e de resultados em importante empresa do setor no mês anterior, já que a indústria de transformação mostrou perda mais moderada (-0,3%). Na comparação com setembro de 2011, o valor da folha de pagamento real cresceu 4,3%. No acumulado do ano, a alta é de 5,1% e, em 12 meses, de 5,8%.

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