Índice de serviços da Fipe sobe 1,32% em agosto

O Índice Geral de Serviços (IGS) na cidade de São Paulo, apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ficou em 1,32% em agosto, em nível semelhante ao de julho, de 1,33%. A taxa continua muito acima da inflação geral, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou de 0,85% para 0,56% entre julho e agosto.

De acordo com o coordenador do IGS e do IPC, André Chagas, a inflação de serviços continuou sendo muito pressionada pelo aumento dos preços administrados. “Houve uma troca de contribuições entre julho e agosto e, com isso, o IGS praticamente repetiu a taxa anterior”, disse Chagas. Ele explicou que, em julho, o índice havia sido afetado pelo aumento da tarifa de água e esgoto, que deu lugar à pressão das tarifas de energia elétrica em agosto. No mês passado, energia elétrica subiu 9,76%. O IGS também teve influência da alta de passagens aéreas (+7,06%).

Chagas lembra que a inflação de serviços é mais fortemente influenciada pelos administrados do que o IPC. “E em setembro o reajuste do preço de gás de botijão vai pesar. Não seria demais dizer que o IGS vai continuar bem acima do IPC”, disse. A Petrobras reajustou no dia 1º o preço médio do Gás LP, o gás de botijão, em 15%.

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