Índice de Confiança medido pela ACSP/Ipsos sobe

O Índice Nacional de Confiança medido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pelo Instituto Ipsos registrou 157 pontos em outubro, ante 154 pontos em setembro e 152 pontos em outubro de 2010. Foi o terceiro mês consecutivo de alta do índice. O indicador varia de zero a 200 pontos, sendo que resultados acima de 100 pontos indicam otimismo.

Por regiões, a maior confiança foi registrada no Sul do País, onde o índice registrou 193 pontos, seguido por Sudeste (169 pontos), Norte/Centro-Oeste (143 pontos) e Nordeste (120 pontos). Por classe social, a mais otimista foi a Classe C, com 163 pontos, seguida por A/B, com 155 pontos, e D/E, com 132 pontos.

No mês de outubro, 40% dos entrevistados disseram se sentir mais seguros no emprego, mesmo índice de setembro, e 24% responderam estar menos seguros, contra 25% em setembro. A média dos entrevistados que disse conhecer alguém que perdeu emprego foi de 3,3%, ante 3,2% em setembro. O cenário de compras melhorou, com 45% dos entrevistados mais favoráveis a adquirir um eletrodoméstico (43% em setembro), contra 30% menos favoráveis (29% em setembro).

Entre os consultados, 46% disseram que sua situação financeira era boa em outubro, ante 47% em setembro, e 30% responderam que sua situação financeira piorou, ante 29% na pesquisa anterior. “O placar encolheu um pouco, sinalizando que o consumidor continua sentindo as medidas de aperto de crédito e da alta da inflação no orçamento de hoje”, avalia a entidade.

Em nota, o presidente da ACSP, Rogério Amato, disse que os dados apontam que o consumidor continua confiante, mas num compasso de espera por uma definição melhor do quadro econômico global. “Atualmente, o consumidor sente sua situação financeira mais apertada e posterga suas compras olhando para o noticiário econômico em geral, mas está mais confiante nos próximos seis meses, contando com melhoria no mercado de trabalho e uma alta no salário mínimo, que irá beneficiar uma grande parcela da população entre ativos e aposentados”, diz o texto.

Em relação ao futuro da economia de sua região, 43% dos entrevistados disseram acreditar que ela iria ficar mais forte em outubro, ante 42% em setembro, e os que acham que ela vai ficar mais fraca se mantiveram estáveis em 14%. Do total de consultados, 54% acham que sua própria situação financeira vai melhorar nos próximos seis meses (52% em setembro) e 11% acreditam que vai piorar (12% em setembro).

A pesquisa também perguntou aos entrevistados o que eles pretendem fazer com a primeira parcela do 13º salário. A maioria (28,9%) disse que iria pagar dívidas, mas grande parte (27,8%) ainda não decidiu como gastá-lo. Outros 18,8% vão poupar, 17,8% vão comprar presentes, 7,8% vão viajar e 5,6% vão fazer reformas em casa ou comprar material de construção, mais que o dobro dos 2,3% registrados na pesquisa de 2010.

“Essa pesquisa ratifica que o consumidor está aguardando uma definição do cenário econômico para decidir se vai às compras ou se guarda o dinheiro do 13º. Ou seja, se as vendas estão fracas neste momento não é por falta de dinheiro no bolso do consumidor”, disse Amato, na nota.

A pesquisa ouviu mil pessoas em 70 cidades do interior do País e nove regiões metropolitanas, entre os dias 22 e 30 de setembro. A margem de erros é de 3 pontos porcentuais.

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