Alta

Indice de Confiança do Consumidor cresce em meio à crise financeira

O Indice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) marcou 115,6 pontos na pesquisa que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) fez entre os dias 19 e 22 de setembro, com 2.002 pessoas de 141 municípios de diferentes regiões do país.

O resultado da pesquisa, divulgado nesta sexta-feira (10) pela internet, mostra que o índice de confiança cresceu 5,3% em relação à pesquisa de julho. É o segundo melhor resultado da série iniciada em 2001, e resulta, principalmente, do crescimento da economia no segundo trimestre do ano, em associação com as reduções dos índices de inflação e da taxa de desemprego.

A pesquisa mostrou que, à exceção da inflação e do desemprego em queda, que demonstram melhora das condições de vida dos trabalhadores e de suas famílias, todos os demais índices com reflexos na confiança do brasileiro estavam em alta, no mês de setembro, comparados à pesquisa anterior.

O índice que mede a intenção de comprar bens de maior valor (casa própria, carro e eletroeletrônicos, dentre outros) bateu recorde an série histórica, com crescimento de 4,9% na comparação com julho e de 8,5% sobre setembro de 2007.

De acordo com a pesquisa, a expectativa de compras em alta no Inec de setembro confirmava o bom momento de então da demanda interna, que ainda seguia aquecida, antes da turbulência financeira dos últimos dias, que dificultou as condições de crédito, elevou as cotações do dólar e afetou negativamente o mercado mundial de ações.

A pesquisa da CNI diz ainda que o índice de confiança relativo ao melhor comportamento de preços aumentou 7,1% na comparação com julho, mas ainda registra queda de 4,1% na comparação com setembro do ano passado. Esses números são explicados pela redução recente dos índices de inflação, como conseqüência da queda dos preços internacionais das commodities, diz o texto da pesquisa.

O desemprego também exibiu melhora considerável, tanto na comparação com julho (+ 7,5%) quanto em relação a setembro de 2007 (+6,2%), por causa do dinamismo do mercado de trabalho, que tem apresentado alta criação de empregos, sobretudo no mercado formal, e aumento da massa salarial.

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