economia

Indicador de incerteza da FGV sobe 1,4 ponto em novembro ante outubro

O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) subiu 1,4 ponto na passagem de outubro para novembro, alcançando 111,7 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 28. O movimento ocorre após uma queda de 11,2 pontos entre setembro e outubro, representando um “comportamento de incerteza alta”, apontam pesquisadores.

“O indicador de incerteza mantém-se em patamar elevado e seu avanço é resultado de uma oscilação natural. Apesar da equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro, se mostrar comprometida com as contas públicas, há uma incerteza relacionada ao alinhamento do novo Congresso a uma agenda liberal-econômica”, relata a pesquisadora Raíra Marotta. “A tendência é que o nível de incerteza se mantenha elevado até que o presidente eleito assuma e tais questões sejam definidas”, explica.

O IIE-Br é formado por dois componentes: o IIE-Br Mídia, que faz o mapeamento nos principais jornais da frequência de notícias com menção à incerteza; e o IIE-Br Expectativa, que é construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA.

Na abertura do indicador, o IIE-Br Expectativa cedeu 8,4 pontos, de 117,7 pontos em outubro para 109,3 pontos em novembro. Já o IIE-Br Mídia avançou 3,7 pontos, de 107,4 pontos para 111,1 pontos na mesma base de comparação.

A coleta do Indicador de Incerteza da Economia Brasileira é realizada pela FGV entre o dia 26 do mês anterior ao dia 24 do mês de referência.

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