Indicador antecedente sobe 0,3% em fevereiro, dizem FGV e Conference Board

O indicador antecedente composto da economia (IACE) para o Brasil subiu 0,3% em fevereiro ante janeiro, para 89,9 pontos, divulgaram nesta terça-feira, 15, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e o Conference Board. O resultado segue queda de 0,3% registrada em janeiro.

Segundo as instituições, dos oito componentes do índice, quatro o influenciaram positivamente: a taxa de juros swap de 360 dias (invertida); o índice de expectativas da sondagem do consumidor; o índice de ações Ibovespa; e o quantum de exportações.

Já o indicador coincidente composto da economia (ICCE), que mede as condições econômicas atuais, avançou 0,1% em fevereiro, para 99,0 pontos. Três dos seis componentes contribuíram positivamente.

“As melhoras do comportamento de exportações e do Ibovespa em fevereiro contribuíram para reverter, na margem, a tendência contínua de queda do IACE, observada desde 2013”, afirma Paulo Picchetti, economista da FGV/Ibre. “No entanto, na medida em que o comportamento do mercado de ações reflete no curto prazo uma melhora das expectativas com relação ao cenário político, a forte incerteza associada a este cenário ainda não permite a interpretação do IACE como uma reversão clara de ciclo nos próximos meses”, acrescenta o pesquisador em relatório.

Segundo o Ibre e o Conference Board, o indicador antecedente composto da economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. Cada um deles se mostra, individualmente, eficiente em antecipar tendências econômicas. A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados “ruídos”, colaborando para que a tendência econômica efetiva seja revelada.

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