O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 1,1% em fevereiro ante janeiro, para 72,5 pontos, de acordo com dados ajustados sazonalmente, informou na manhã desta quarta-feira, 9, a Fundação Getulio Vargas (FGV).

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Para a entidade, a queda de fevereiro “representa uma acomodação do indicador após quatro altas consecutivas”. Segundo a FGV, a parada sinaliza “algum arrefecimento do ritmo de diminuição do pessoal ocupado na economia brasileira neste início de ano”.

A FGV destacou ainda que o IAEmp está muito abaixo da média do índice, de 83,3 pontos, o que sinalizaria “pouca chance de melhora no curto prazo”. “Os indicadores que mais contribuíram para a queda do IAEmp foram os que medem o ímpeto de contratação para os próximos três meses e a situação dos negócios para os próximos seis meses, ambos da Sondagem de da Indústria, com variações de -6,7% e -5,1% na margem, respectivamente”, diz a nota distribuída pela FGV.

O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

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Indicador Coincidente

A FGV também informou que o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) recuou 0,7% em fevereiro ante janeiro de 2015, para 97,7 pontos, considerando os dados ajustados sazonalmente. É a segunda queda consecutiva do indicador, o que, segundo a FGV, sinaliza a acomodação “da taxa de desemprego ao início de 2016, após um período de fortes altas ao longo de 2015”.

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“A série do Índice Coincidente de Desemprego reflete um ambiente de elevado desemprego com o índice com valores substancialmente acima da média da série (79,9 pontos), resultado que ressalta a fragilidade do mercado de trabalho”, diz a nota distribuída pela FGV.

Os consumidores que têm renda mensal de R$ 2.100,00 a R$ 9.600,00 puxaram a queda no ICD.

Segundo a FGV, as classes que mais contribuíram para a queda do indicador foram as dos consumidores com renda mensal entre R$ 4.800,00 e R$ 9.600,00, “cujo Indicador de percepção de facilidade de se conseguir Emprego (invertido) variou -3,0%”. Para aqueles cuja renda está entre R$ 2.100, e R$ 4.800,00, o indicador variou -0,7%.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho.