As importações brasileiras de produtos químicos somaram US$ 4,4 bilhões em agosto, com crescimento de 19,1% em relação ao mesmo mês de 2017, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

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Em quantidades físicas, em agosto as importações totalizaram 4,8 milhões de toneladas, com destaque para as compras de fertilizantes e seus intermediários (praticamente 3 milhões de toneladas), marcando o maior resultado observado para um único mês em toda a série histórica da balança comercial do setor, iniciada em 1989.

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Em relação a julho, as importações aumentaram 10,6% em valor e 17,2% em volume.

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Acumulado

No acumulado do ano até agosto, a importação de produtos químicos somou US$ 27,6 bilhões, indicando expansão de 14,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em volume, as importações caíram 7,4% nesta base de comparação, para 26,8 milhões de toneladas, apesar da recente retomada das aquisições de fertilizantes.

Já as exportações alcançaram US$ 8,9 bilhões no acumulado do ano, valor estável (+0,1%) na comparação com o informado entre janeiro e agosto de 2017. Com isso, o déficit na balança comercial de produtos químicos no acumulado do ano soma US$ 18,7 bilhões. O resultado é 23,2% superior ao informado em igual período de 2017.

Em 12 meses, o déficit comercial chega a US$ 27 bilhões, antecipando para meados do ano o resultado esperado para o final de 2018, acrescenta a Abiquim em nota. Esse resultado ainda poderá superar US$ 28 bilhões, calcula a associação, dependendo do comportamento do mercado interno e dos reflexos da guerra comercial entre os Estados Unidos e China.

“Estamos acompanhando ‘com lupa’ os fluxos comerciais e é com muita preocupação que vemos a escalada das compras externas de produtos químicos, que foram de US$ 2,8 bilhões em fevereiro para US$ 4,4 bilhões em agosto”, observou em nota a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo.