A nova linha de financiamento habitacional do FGTS concorre diretamente com o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), disponível nos bancos e que utiliza os recursos da caderneta de poupança. A grande vantagem da linha do FGTS são os juros menores, de 8,66% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), enquanto no SFH a taxa anual chega a 12% mais TR. A desvantagem é que há restrições ao acesso a essa linha.

Simulações feitas por Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), mostram que para a compra de um imóvel de R$ 350 mil, com financiamento de 80% do valor (R$ 245 mil) – máximo permitido nas duas modalidades, a economia da linha do FGTS em relação ao SFH chega a R$ 135,6 mil, em financiamento de 30 anos, ou 18% do total – o valor pago no período cai de R$ 740 mil para R$ 605 mil. "Há vantagem econômica em esperar até janeiro para contratar o financiamento", conclui Oliveira.

O candidato ao financiamento tem de checar se atende às condições da nova linha. Uma delas é ter no mínimo três anos de trabalho sob o regime do FGTS. Na checagem do cumprimento dessa condição, segundo a Caixa, são somadas todas as contas de FGTS do trabalhador. Além disso, o saldo no FGTS deve corresponder a no mínimo 10% do valor do imóvel. Outra restrição é que o pretendente não pode ter outro imóvel no mesmo município onde está fazendo a aquisição nem financiamento pelo SFH no País. No SFH, é possível financiar mais de um imóvel na mesma localidade, desde que o comprador não utilize seu FGTS.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo