As vendas no comércio varejista cresceram em 20 das 27 unidades da Federação em março, ante o mesmo mês do ano passado, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em volume, as maiores altas foram registradas no Tocantins (16,5%), em Roraima (14,6%), na Paraíba (11,0%), no Maranhão (10,3) e no Ceará (10,0%).

Porém, em relação à participação na composição da Pesquisa Mensal de Comércio, os destaques foram São Paulo (4,7%), Minas Gerais (8,5%), Rio de Janeiro (4,2%), Ceará (10,0%) e Rio Grande do Sul (2,1%).

Tendo como base o varejo ampliado, que inclui os resultados das vendas de veículos e motos, partes e peças, além de material de construção, houve expansão nas vendas em dez estados. As maiores taxas foram verificadas em Roraima (13,8%), Espírito Santo (12,8%), Acre (8,9%), Tocantins (8,8%) e Mato Grosso (5,3%).

Entre as unidades que registraram desempenho negativo em março ante o mesmo mês de 2010 estão Piauí (recuo de 13,2%), Sergipe (queda de 10,8%), Distrito Federal (baixa de 10,4%) e Rio Grande do Norte (queda de 9,4%). Os maiores impactos negativos na pesquisa do varejo ampliado foram os de São Paulo (baixa de 3,5%), Rio de Janeiro (queda de 5,3%), Distrito Federal (recuo de 10,4%), Bahia (baixa de 6,2%) e Pernambuco (queda de 5,2%).

Na comparação entre março e fevereiro, na série com ajuste sazonal, 17 estados registraram expansão no varejo. As maiores variações ocorreram no Piauí (5,8%), em Alagoas (4,3%), em Sergipe (3,8%), no Espírito Santo (3,8%) e no Rio de Janeiro (3,1%).

Desaceleração

Apesar do aumento de 1,2% das vendas no varejo em março ante fevereiro, considerando todas as regiões, o setor mostra uma desaceleração na comparação de longo prazo, segundo o IBGE. No primeiro trimestre de 2011, a alta foi de 6,9%, ante uma expansão de 9,6% no quarto trimestre de 2010. A alta no terceiro trimestre do ano passado foi de 11,2%.

A desaceleração também foi observada no comércio varejista ampliado, cuja taxa de variação passou de 14,3% do quarto trimestre de 2010 para 7,1% no primeiro trimestre deste ano. “Quando olho no curto prazo, vejo crescimento no comércio varejista. Mas no longo prazo vejo desaceleração. Precisamos observar os próximos meses para ver como será o comportamento do setor neste ano. O que parece é que 2011 não será tão bom para o varejo quanto o ano anterior”, disse Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

Entre as dez atividades pesquisadas, apenas a de material de construção não registrou desaceleração no ritmo de crescimento no período, passando de 13,5% no último trimestre do ano passado para 13,6% nos três primeiros meses deste ano.